
O empresário Joesley Batista, um dos donos da JBS, disse, em depoimento à Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira (9), que "não tinha como saber" a data da divulgação do acordo de delação premiada que fechou com a Procuradoria-Geral da República (PGR). O empresário depôs sobre venda de ações nos dias que antecederam a divulgação do acordo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
– Eu não tinha como saber a data da divulgação nem a extensão do impacto sobre o preço das ações – afirmou Joesley, que também garantiu "regularidade" nas operações de venda de ações.
Os irmãos Joesley e Wesley Batista, principais acionistas do grupo e delatores da Lava-Jato, teriam obtido altas quantias no mercado de compra e venda de dólares e ações da J&F, holding a qual a JBS pertence, quando o teor das delações dos executivos estava na iminência de ser conhecido. Na avaliação dos investigadores, as empresas do grupo lucraram com a aquisição de US$ 2,8 bilhões e evitaram prejuízo de quase R$ 140 milhões.
Em 9 de junho, agentes da PF foram à sede do grupo, em São Paulo, em busca de documentos que podem ser úteis às investigações que foram instauradas para apurar os lucros milionários que a J&F teve a partir do uso de informações privilegiadas sobre as delações de seus executivos na PGR.
Joesley chegou à Polícia Federal em São Paulo por volta das 9h30min, acompanhado apenas de seu advogado.
A investigação foi aberta por solicitação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).



