
O Hospital Geral (HG) de Caxias do Sul busca com o poder público um aporte mensal de mais de R$ 3 milhões para garantir que as contas da instituição fechem sem atrasos. O déficit acumulado até agora, segundo a direção, é de R$ 6 milhões. Os recursos para manter as contas em dia com os fornecedores têm saída da Fundação Universidade de Caxias do Sul (Fucs), mas a preocupação é de que possam ocorrer atrasos nos pagamentos nos próximos meses.
Em busca de aporte financeiro, a direção do HG tem feito reuniões com autoridades estaduais e municipais desde julho. Um encontro ocorreu na manhã desta segunda-feira (22). Segundo o diretor geral do HG, Sandro Junqueira, representantes do município, do Estado e deputados têm demonstrado interesse em ajudar, mas ainda não há definições sobre o aumento de recursos.
De acordo com Junqueira, o déficit acumulado é resultado da inflação dos medicamentos desde 2020, do aumento da gravidade dos pacientes após a pandemia, porque o diagnóstico e tratamento deles ficou represado, e ainda o acréscimo no número de internações.
— A situação é quase insustentável. É mais grave (que em anos anteriores), a pior situação do hospital em 14 anos, e que precisa ser sanada — afirma o diretor.
Junqueira ressalta ainda que equacionar as contas do hospital é um ponto importante para uma próxima fase de aumento nos atendimentos, o que pode ocorrer com a finalização do novo prédio. A obra, conforme o diretor, deve ficar pronta até o final do ano.
O faturamento mensal do HG hoje é de R$ 12 milhões. A instituição é referência para 49 municípios integrantes da 5ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS).
Contrapontos
A secretária estadual da Saúde, Arita Bergmann, elogiou o relatório apresentado pela instituição e diz que aguarda o documento do HG para realizar o reajuste do repasse.
— Nós, neste momento, estamos aguardando o documento do hospital para a gente fazer o reajuste de acordo com o IPCA, isso vai dar uma possibilidade de 10 a 11% de valor a mais do que o Estado coloca hoje para a área de pessoal, relativo à assistência ambulatorial e hospitalar — explica.
A reportagem entrou em contato e aguarda posicionamento da Secretaria Municipal da Saúde.