
A empresa de exploração marinha Ocean Infinity retomou as buscas pelo avião do voo MH370 da Malaysia Airlines, desaparecido em 2014 durante uma viagem entre a capital malaia Kuala Lumpur e Pequim, na China. O anúncio foi realizado nesta terça-feira (25) pelo ministro dos Transportes da Malásia, Anthony Loke.
O ministro elogiou "o voluntarismo da Ocean Infinity de mobilizar seus navios" para reativar a busca pelo Boeing 777 que desapareceu dos radares em 8 de março de 2014 com 239 pessoas a bordo, incluindo 153 de nacionalidade chinesa.
Loke, que não especificou quando as buscas foram retomadas, disse que os detalhes sobre a duração da missão ainda não foram negociados. As buscas estão concentradas em nova área de quase 15 mil quilômetros quadrados no sul do Oceano Índico.
O governo da Malásia anunciou no final de dezembro a aprovação de uma nova busca pelo avião desaparecido misteriosamente há mais de uma década.
— Em 13 de dezembro, o governo aceitou em princípio a proposta da Ocean Infinity de retomar as buscas em uma nova área de quase 15 mil quilômetros quadrados no sul do Oceano Índico — declarou Loke.
Apesar da busca empreendida após a catástrofe, considerada a maior da história da aviação, os destroços do avião não foram encontrados.
Relembre como foi o acidente
Era 8 de março de 2014 quando a aeronave se chocou com a água. Segundo o Estadão, um avião de 200 toneladas a uma velocidade de 200 m/s libera uma energia parecida com a de um pequeno terremoto, em caso de colisão. Para os pesquisadores, isso seria suficiente para ser captado por um hidrofone mesmo a milhares de quilômetros de distância.
Duas estações hidroacústicas foram utilizadas pela equipe de Cardiff: uma em Cape Leeuwin, na Austrália Ocidental, e outra em Diego Garcia, território britânico no Oceano Índico. O sinal identificado coincide justamente com o intervalo de tempo em que a aeronave poderia ter caído. Porém, apenas a estação de Cape Leeuwin captou o som. Sem a corroboração de Diego Garcia, surgem dúvidas quanto à origem do sinal.
Cientistas encontraram pista que pode ter relação com o acidente
Em 2024, pesquisadores da Universidade de Cardiff, no Reino Unido, encontraram um sinal, com cerca de seis segundos, que pode estar relacionado ao voo. O momento captado poderia ser do intervalo em que o avião caiu no Oceano Índico, com hipótese de falta de combustível.