
Tratada como plano B pelo governo federal, a ideia de usar o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) para realizar a manutenção temporária da freeway e trechos da BR-290 e BR-116 está aguardando interessados.
O órgão pretende destinar R$ 5,2 milhões por mês no trabalho, por um período de dois anos. A licitação foi lançada na semana passada e as propostas serão conhecidas na próxima terça-feira (7).
O valor é R$ 500 mil inferior ao que havia sido projetado pelo próprio Dnit há um mês, quando o contrato da Triunfo Concepa com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) chegou ao fim. Mesmo que escolha a empresa, o Dnit não tem obrigação de assinar o contrato.
A União segue apostando que a Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) assumirá a conservação do trecho de 121 quilômetros entre Osório e Guaíba em um contrato tampão até fevereiro, quando está prevista a conclusão do primeiro leilão que repassará a responsabilidade para a iniciativa privada.
Caso a EGR não aceita a proposta, o Dnit atuaria neste plano alternativo. Porém, para executá-lo, o departamento precisa de recursos. Como o governo federal não sinaliza com repasse de verbas para este fim, a estatal teria que tirar esse dinheiro de outras rodovias federais gaúchas que deveriam receber esta manutenção até fevereiro.
Em 2017, sem ter que se preocupar com a freeway, o Dnit viu esta verba de manutenção do asfalto acabar em outubro. Até dezembro, a EGR não pode investir recursos em operações tapa-buraco nos 5,3 mil quilômetros de sua competência no Rio Grande do Sul. Somente em janeiro de 2018, foi possível retomar os trabalhos, a partir da liberação de caixas dos recursos previstos para este ano.




