
Os manifestantes que puseram fogo em ministérios perderam a noção do limite. O que deveria ser um protesto contra o governo de Michel Temer na Esplanada dos Ministérios descambou para a violência, colocando em risco o patrimônio público e a vida dos servidores, dos policiais e dos próprios manifestantes. O prédio do Ministério da Agricultura , o mais atingido, foi o primeiro a ser evacuado. A ordem das autoridades é desocupar toda a Esplanada, para proteger as pessoas que estavam trabalhando.
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A depredação de bens públicos é criminosa e tem custo alto para o cidadão, já que a recuperação será custeada com o dinheiro dos impostos. Não há atenuante para quem faz o que fizeram esses vândalos, abusando do direito democrático de protestar. Os líderes das centrais sindicais e dos partidos de oposição que organizam o protesto deveriam ser os primeiros a repudiar a violência como método, mas não o fizeram. Pelo contrário, os relatos dos repórteres que cobrem a manifestação indicam que os animadores estão colocando lenha na fogueira a partir de manifestações nos caminhões de som.
Temer é um presidente enfraquecido, cercado de pessoas investigadas por corrupção, mas não cairá porque meia dúzia de aloprados resolveram queimar pneus em barricadas na frente aos ministérios e acabaram depredando prédios e colocando fogo na entrada dos edifícios. Policiais foram feridos por manifestantes que jogaram pedras e rojões.
A imagem da fumaça preta começa a correr o mundo como ilustração para a crise política em que o Brasil está mergulhando. Em vez de ajudar a empurrar Temer para fora do poder, manifestações violentas só contribuem para aumentar a rejeição aos movimentos que substituem a disputa política pela baderna. Deputados e senadores que se associarem a esses grupos ou justificarem a violência com o argumento de que ela é fruto de indignação pode saber que será cobrado numa futura eleição. Os brasileiros estão fartos de corrupção, de mentiras e de desrespeito ao dinheiro público, mas não querem ver o Brasil transformado em uma Venezuela.





