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Se Tite foi unanimidade quando contratado para salvar o Brasil nas Eliminatórias da Copa da Rússia, esta condição inexiste para seu sucessor. O mais perto disso, hoje, seria Abel Ferreira. Não por estrangeiro, e sim por competente.
Seria meu voto para começar e fechar o ciclo 2026. Tem facilidade com a língua, conhece cultura de futebol da torcida brasileira e, acima de tudo, está enfaixado de títulos até o pescoço. Dos maiores aos menores, Abel levantou taça. Além de amplo conhecimento tático, repertório vasto, o português trabalha excepcionalmente bem a grande fragilidade que nos aflige. A capa do seu livro traz sua foto com os dedos apontados para a cabeça. Entendo que a CBF deva criar um departamentode inteligência emocional seja qual for o técnico. No entanto, se puder escolher um que seja excepcional neste quesito, melhor.
Quanto à possibilidade de Fernando Diniz, não é a hora. Gosto de suas ideias e reconheço ótimo trabalho no Fluminense. Porém, um treinador de Seleção precisa ter no currículo seu tesouro maior: títulos. Enquanto Diniz não provar que sabe ser campeão, não consigo vê-lo dirigindo a Seleção Brasileira. Questão de critério.