
O ano de 2020 se caracterizou por quebras ciclos. A população mudou seus hábitos por conta do coronavírus. Porém, nem todos. E a prova disso é o feriado de Nossa Senhora Aparecida, em Porto Alegre.
Tradicionalmente, o 12 de outubro na cidade se caracteriza pela procissão de motos, que se desloca do centro da Capital até a Zona Norte. Em 2019, 20 mil motociclistas acompanharam as homenagens à santa.
Mas, em 2020, o evento foi cancelado por causa da pandemia. Esta seria a 46ª edição do evento.
Um grupo de motoqueiros, que costuma fazer barulho a cada ano, cruzar sinal vermelho, empinar moto, e outras imprudências decidiu, mesmo assim, sair de casa. Na rua Eng. Luiz Englert, inclusive, uma dupla sem capacete, sem carteira de habilitação, veículo sem placa, cano cortado e com licenciamento da moto vencido, se envolveu em um acidente. Os dois foram socorridos por ambulância do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) depois de cair do veículo.
Em 2019, comentei que, por causa deste pequeno grupo, a procissão deveria deixar de ser realizada e dar lugar a outros tipos de manifestação como doação de sangue, arrecadação de alimentos ou brinquedos para as crianças. Continuo achando que essa mobilização traz mais transtornos que benefícios.
Agora, o grande grupo decidiu ficar em casa e respeitar o distanciamento. Ficaram só as laranjas podres. E elas se acham no direito de fazer o que bem entendem. Que Nossa Senhora Aparecida siga nos protegendo.





