
Os efeitos da decisão de Santos (SP) de proibir a circulação de animais vivos pela cidade poderão ser sentidos no porto de Rio Grande. O prefeito do município paulista, Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), sancionou a lei que havia sido aprovada pela Câmara de Vereadores.
Na prática, a lei inviabiliza o carregamento de gado em pé no principal porto do país, porque os caminhões com a carga viva não poderão chegar até lá. No curto prazo, isso poderá gerar interrupção do fluxo e migração para o embarque no Rio Grande do Sul, estima Fernando Velloso, da FF Velloso & Dimas Rocha Assessoria Agropecuária:
– Em Santos, as operações foram mais numerosas. Chegou-se a carregar 25 mil animais de uma única vez, o que levou dois, três dias, gerando desgaste na cidade. Mas acho que a lei será revertida.
No Estado, as exportações de gado em pé em 2017 atingiram recorde de 85,3 mil exemplares. A venda do animal vivo é alternativa ao pecuarista – e neste momento tem melhor remuneração do que no mercado interno. Em fevereiro, a Justiça concedeu liminar suspendendo o embarque de carga em Santos, em decisão posteriormente revertida, em razão de ação movida por ONG de defesa do bem-estar animal.



