Porto Alegre registrou 36 novos casos de dengue nesta sexta-feira (18), elevando para 223 o total de pessoas confirmadas para a doença desde o início do ano - 216 foram contaminadas na cidade. Ao longo de todo o ano passado, foram apenas 83 casos na capital gaúcha. Nos dez últimos dias, o aumento nas infecções foi de 758%, de acordo com a Secretaria Municipal da Saúde (SMS).
A grande maioria dos casos de dengue é registrada na Zona Leste da capital gaúcha. Além do Jardim Carvalho, o bairro Vila Nova, na Zona Sul, está com altos índices de infestação. Outras áreas da cidade, como o bairro Partenon, também estão com alta de confirmações.
Na quinta-feira (18), a prefeitura criou uma força-tarefa para enfrentar o crescimento repentino de casos de dengue. O executivo municipal fará uma varredura em locais com possíveis criadouros do Aedes aegypti, o mosquito transmissor da dengue. A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) visitará terrenos públicos e privados, com foco em pontos de água parada.
É possível ligar para o 156 para apontar à prefeitura um local com água parada onde é possível haver reprodução do mosquito da dengue. Além de denunciar, cada indivíduo deve manter o pátio limpo, sem pontos de água parada, como piscinas e vasos de plantas.
O diretor da Vigilância em Saúde da Capital, Fernando Ritter, afirmou a GZH que houve descuido em relação à prevenção por conta da pandemia da covid. Os sintomas semelhantes ao coronavírus também confundem a detecção da doença. A prefeitura deverá estabelecer um dia D de combate ao mosquito Aedes aegypti, possivelmente em 2 de abril. O objetivo é que equipes conversem com a população nos bairros, estimulando um dia de "bota-fora" de materiais que acumulam água nos pátios. Uma força-tarefa está em operação no município.
Em 9 de março, o Rio Grande do Sul registrou a primeira morte por dengue em 2022: uma mulher de 76 anos, moradora de Chapada, no norte do Estado. Os sintomas começaram no dia 3 de março, e a idosa apresentou febre, dor de cabeça, dor ao redor dos olhos, dor muscular, dor nas articulações e náuseas. Conforme o informe epidemiológico, a paciente era portadora de comorbidades — ela tinha hipertensão arterial sistêmica e doença pulmonar obstrutiva.


