Diante das consequências das declarações do presidente Jair Bolsonaro sobre o desmatamento da Amazônia — que culminaram com a suspensão de repasses de países estrangeiros a projetos de proteção florestal —, governadores da Amazônia Legal anunciaram que pretendem negociar diretamente com os países envolvidos. As informações são do jornal O Globo.
“O bloco amazônico lamenta que as posições do governo brasileiro tenham provocado a suspensão dos recursos . Nós, governadores da Amazônia Legal, somos defensores incondicionais do Fundo Amazônia”, diz nota em nome do governador do Amapá, Waldez Góes (PDT).
Góes é presidente do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Legal — grupo composto pelos governos de Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.
A reportagem acrescenta que, "segundo o comunicado, o bloco já informou ao presidente e às embaixadas da Noruega, Alemanha e França, que o consórcio 'estará dialogando diretamente com os países financiadores do Fundo'".
Na semana passada, a Alemanha congelou uma contribuição de R$ 155 milhões para projetos de proteção florestal. Bolsonaro fez pouco caso e sugeriu que a primeira-ministra Angela Merkel use o dinheiro para reflorestar a Alemanha. Na quinta-feira (15), a Noruega anunciou a suspensão dos repasses de R$ 133 milhões para o Fundo Amazônia.
