A linha editorial da RBS nos assuntos de segurança busca auxiliar cidadãos e empresas a se protegerem e valoriza as forças policiais na defesa da lei e da sociedade. A empresa tem como princípio estar aberta às críticas e aos questionamentos de todos, para ouvir suas percepções e estabelecer uma relação constante de diálogo e respeito.
Nesse contexto, são compreensíveis e saudáveis o debate e as críticas sobre a manifestação do jornalista David Coimbra, no programa Timeline da última quarta-feira (2), quando falou sobre o assalto em Criciúma (SC). Tanto o profissional quanto a RBS convergem na certeza de que que não houve intenção de minimizar a gravidade da ação criminosa ou de ofender as empresas, os cidadãos e os policiais que foram feridos.
O jornalista se retratou no programa e admitiu seu erro – leia a coluna à página 47 de ZH. A jornalista Kelly Mattos, que também faz parte do Timeline, igualmente se manifestou lamentando o ocorrido, em sua coluna de GZH.
O apoio da RBS à causa da segurança, a seus profissionais e as constantes denúncias e reportagens envolvendo o enfrentamento ao crime organizado publicadas nos veículos do grupo são parte de uma tradição antiga e que faz parte do DNA de um jornalismo independente e comprometido com o bem-estar da comunidade para a qual trabalha.
Um exemplo da eficiência das forças de segurança gaúchas, que deve ser aplaudido por todos nós, foi a ação que, poucos dias após o covarde ataque a banco que aterrorizou a população de Criciúma na madrugada de terça-feira, conseguiu prender no Vale do Sinos, na Serra e no Litoral Norte nove suspeitos de participar do assalto. A agilidade da resposta, com a localização e a detenção inclusive de um líder da maior organização criminal do país, demonstra sobretudo a importância de um trabalho de inteligência bem feito, reconhecido amplamente em todos os espaços jornalísticos da RBS durante a sexta-feira.
A operação conjunta da Polícia Civil, da Brigada Militar, do Instituto-Geral de Perícias (IGP) e com a participação da Polícia Rodoviária Federal (PRF), outra vez atesta a qualidade dos agentes da área de segurança do Rio Grande do Sul. A despeito das dificuldades materiais e de contingente, fruto da grave crise financeira de décadas do Estado, voltaram a corresponder à altura do desafio assim que mais uma vez chamados em uma situação grave para defender a sociedade e o império da lei.
Esse é o foco da nossa cobertura, muitas vezes crítica, mas sempre aliada ao esforço de fazer do Rio Grande e do Brasil, cada vez mais, lugares seguros para viver, empreender e prosperar.
Por isso, episódios como esse e as reações geradas por ele nos servem de aprendizado e oportunidade para reforçarmos os elos que nos unem há décadas às comunidades com as quais interagimos nesse esforço conjunto de construir um futuro melhor. Nesse sentido, já estamos dialogando com entidades e lideranças de nosso Estado, com o objetivo de aperfeiçoarmos nosso trabalho. Esse é o caminho que escolhemos trilhar desde a gênese da RBS e que, certamente, continuaremos trilhando, neste e em todos os momentos, com convicção e vontade permanente de colaborar e de evoluir.


