
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, pediu, na quarta-feira (11), para que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, atue sob as "normas da guerra" contra o grupo terrorista Hamas, depois que Netanyahu destruir o grupo após o ataque a Israel lançado no sábado (7).
Biden, que enviou um porta-aviões para a região em sinal de apoio a Israel, também alertou o Irã, apontado como patrocinador do Hamas, a ter "cuidado" em meio à escalada do conflito.
Ele ainda destacou, durante uma reunião na Casa Branca com líderes da comunidade judaica norte-americana, que os ataques contra Israel correspondem ao "dia mais mortal para os judeus desde o Holocausto".
O presidente americano afirmou também que conversou com Netanyahu na quarta-feira (11), enquanto Israel respondeu com ataques aéreos contra a Faixa de Gaza. Além disso, Biden disse que conhece Netanyahu há 40 anos, e que ambos tinham uma "relação muito franca".
— Disse que é realmente importante que Israel, com toda a raiva e frustração existentes, atue sob as normas da guerra — acrescentou o presidente dos Estados Unidos.
Trata-se da primeira vez que Biden faz algum tipo de apelo à moderação na retaliação de Israel ao que chamou de "pura maldade" dos atentados de sábado cometidos pelo Hamas.
Mais cedo, Netanyahu prometeu a destruição total do grupo palestino, afirmando que "cada membro do Hamas é um homem morto", e comparando-os ao grupo Estado Islâmico.
Biden também fez uma advertência ao Irã, que é apontado como apoiador do Hamas, e que é um adversário de longa data tanto de Israel quanto dos Estados Unidos.
O presidente lembrou que Washington enviou para a região o maior porta-aviões do mundo, o USS Gerald R. Ford, e sua frota. Funcionários americanos afirmaram que outro navio do mesmo tipo seria disponibilizado em caso de necessidade.
— Deixamos claro aos iranianos: tenham cuidado — enfatizou Biden.
O secretário de Estado americano, Antony Blinken, chegou nesta quinta-feira (12) a Israel, em demonstração de solidariedade ao país.
O ataque do Hamas a Israel também gerou temores de atentados em solo americano, e agravou a preocupação com o ressurgimento do antissemitismo no país. Biden disse na terça-feira (10) que as autoridades americanas estão em alerta e que foi reforçada a segurança em torno de locais da comunidade judaica.




