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Colômbia anuncia que não concederá novos contratos de gás e petróleo

AFP

A ministra colombiana de Minas, Irene Vélez, anunciou nesta quinta-feira (19) em Davos que seu país não assinará mais contratos de exploração de gás e petróleo, enquanto o presidente Gustavo Petro apostou no turismo e nas energias limpas para preencher esse vazio.

"Decidimos que não vamos conceder novos contratos de exploração de gás e de petróleo", afirmou Vélez em uma das sessões do encontro anual da elite política e econômica mundial na Suíça.

"Isso, é claro, foi muito polêmico em nível nacional, mas para nós, é um sinal claro de nosso compromisso na luta contra as mudanças climáticas", acrescentou.

O governo enfatizou várias vezes que uma decisão desse tipo não afetaria os 400 contratos vigentes.

Horas depois, o presidente Petro garantiu que o turismo e as energias limpas poderão substituir a dependência do petróleo da economia colombiana "a curto prazo".

"Um forte investimento no turismo, dada a beleza do país, e na capacidade e potencialidade que tem o país para a geração de energias limpas, poderia perfeitamente, a curto prazo, ou em uma transição, preencher os vazios que pode deixar a economia fóssil, da qual dependemos", disse aos jornalistas em Davos.

O petróleo representa cerca de um terço das exportações da Colômbia, aproximadamente US$ 13,5 bilhões, de acordo com dados de 2021.

A importante delegação colombiana, liderada pelo presidente e vários ministros, levou a Davos uma mensagem focada nas mudanças climáticas. Petro fez um apelo pela "superação" do capitalismo, incapaz, segundo ele, de fazer frente a essa crise.

Petro assumiu o poder em agosto de 2022, tornando-se o primeiro presidente de esquerda da Colômbia.

* AFP

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