
Aos 16 anos, Gabriel Carvalho tem, a cada jogo, se afirmado como titular no meio-campo do Inter após a chegada de Roger Machado. Dos seis sob o comando do recém-chegado treinador, foi titular em quatro.
Na vitória diante do Juventude por 2 a 1, a primeira depois de uma sequência de 12 partidas sem vencer, o garoto demonstrou personalidade, se movimentou e buscou dar assistências aos companheiros de ataque. Apesar da pouca idade, não se escondeu mesmo em um confronto tenso que poderia ter agravado a má-fase colorada.
— Tem um cuidado muito próximo. Eu converso quase todos os dias com ele. Se tem algo que o fato de estarmos improvisados em Alvorada me permite, é que as salas que em que foram acomodados os departamentos são muito próximas. O ambiente permite que eu fique circulando e faça essa gestão um pouco mais próxima — explicou na entrevista coletiva após o triunfo no Beira-Rio.
O técnico relatou ter mantido conversas com Gabriel Carvalho para que ele evolua na carreira com maturidade e explore o potencial técnico que tem demonstrado.
— Já vi surgir muitos jogadores jovens e, muitas vezes, nessa formação, por eles decidirem o jogo a favor, lhes é oferecido alguns privilégios por estar em campo e não precisar participar de determinadas fases do jogo. Quando eu coloquei ele (Gabriel) de volante, não só passou a jogar na posição, mas executando a função. Quando eu não estiver mais aqui, alguém pode oferecer privilégios para ele. Digo que ele nunca aceite — comentou na entrevista coletiva depois do triunfo no Beira-Rio.
Oportunidades a Ricardo Mathias
Outro que ganhou elogios de Roger Machado foi Ricardo Mathias, de 18 anos. O centroavante entrou no segundo tempo contra o Juventude.
— Hoje, entrou bem de novo. Identifiquei que o Ricardo gosta de se mover em campo. Me disseram que ele tem boa relação com a bola, que ele é habilidoso e rápido, fazendo velocidades acima de 30km/h. Eu perguntei para ele "por que você tem 1m95cm e precisa ficar no meio dos zagueiros?" Não precisa. Precisa está entre os zagueiros quando a jogada se definir pela linha de fundo — acrescentou.
Para lidar com os mais novos, o técnico diz precisar do apoio dos atletas mais experientes do grupo.
— Eu preciso, nesse momento, que os mais velhos deem suporte a eles e que respondam com o frescor da Juventude. É assim que se forma um grupo vitorioso — opinou o treinador.

