
O novo técnico do Inter falou pela última vez à frente do Figueirense no final da tarde desta quinta-feira. Após se despedir dos jogadores e funcionários do time catarinense, Argel Fucks participou de entrevista coletiva junto à direção alvinegra e falou sobre o desafio de trabalhar no Colorado, clube onde iniciou a carreira de jogador. Ele leva ao Beira-Rio seu auxiliar, o Galego. Confira os assuntos tratados por Argel:
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Ouça a coletiva de Argel na Rádio Gaúcha:
Conversa com a direção do Inter
"A apresentação deve ser amanhã (sexta-feira) à tarde. Quero deixar bem claro que o Carlos Pellegrini (vice de futebol) me ligou por volta de 1h30min (de quinta), e aí aconteceu o contato oficial. Até então era só especulação. Nos encontramos hoje, almoçamos, conversamos sobre futebol e chegamos ao acordo. Eu já conhecia o Carlos de muito tempo."
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História no Inter
"Não tenho o direito de negar convite do Internacional. É um clube onde iniciei a carreira, fui para a Seleção, ganhei títulos, joguei fora do Brasil. Dormi cinco anos debaixo da arquibancada (do Beira-Rio). Me deu a oportunidade de ser o que sou hoje. (A proposta) É irrecusável, tanto profissional como financeiramente. O contrato é até 31 de dezembro de 2016. Foi um namoro de muito tempo, e agora aconteceu o casamento. O pessoal do vestiário me conhece muito, a maioria trabalhava comigo na época quando era jogador."
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Inter sob pressão
"Normal, estou acostumado com essa cobrança, essa crítica, esse desafio. Conheço muito bem a aldeia. É o 16º clube na minha carreira como treinador. Não acho que o Internacional está tão mal assim. Vem de uma derrota no clássico e de uma eliminação na Libertadores, mas não acabou o mundo. Não vou ter o problema de ídolos que não deram certo como técnico. Não sou um ídolo como foi Falcão, Dunga, Fernandão, Taffarel. Sou um jogador normal. Conheço muito bem os jogadores que estão lá, nos enfrentamos várias vezes. Joguei junto com o Dida, fomos campeões mundiais Júnior, temos a mesma idade."
Argel tem apenas um título como técnico
Discussão com D'Alessandro em 2010 quando treinava o São José
"Quando estou trabalhando numa equipe, procuro vestir a camisa. Faz parte cada um brigar pelo seu lado. Conheço o D'Alessandro, é um jogador importantíssimo na história do clube, é o capitão, identificado com a torcida. Tem o perfil que eu gosto, de sangue quente."
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Aprovação da torcida
"Há um apelo muito grande nas redes sociais para a nossa contratação. Se você é aposta ou não, só o tempo vai dizer. A gente chega com respaldo muito grande, principalmente da diretoria. Mais importante ainda, com respaldo do torcedor, que eu conheço. Existe uma química, uma interação muito grande com ele (torcedor)."
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Recado à torcida
"Esotu muito satisfeito de voltar a uma casa. Vai ser de muito trabalho, dedicação, para voltar a ser um time competitivo, aguerrido, copeiro, pois qualidade técnica existe. É um clube campeão de tudo. Vamos focar jogo a jogo, com calma, no dia a dia, com um pouquinho de sangue nos olhos. Mas sabemos que tem que ter um algo mais."
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