
Líder do consórcio vencedor do leilão de privatização da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan), a Aegea já é conhecida de muitos gaúchos. A empresa paulista é responsável pela parceria público-privada (PPP) da companhia gaúcha para coleta e tratamento do esgoto em nove municípios da região metropolitana de Porto Alegre.
A concorrência para a PPP ocorreu em 2019. O contrato foi assinado em 2020 e a empresa assumiu o sistema de forma plena em 2021, por meio da concessionária Ambiental Metrosul. Agora, a Aegea arrematou a Corsan pelo valor de R$ 4,151 bilhões — que representa ágio de 1,15% ante o valor mínimo estipulado para a venda.
Desde 2010 no mercado, a Aegea é líder no setor privado de saneamento básico no Brasil e atende mais de 26 milhões de pessoas em 178 municípios, em 13 Estados brasileiros. Além do Rio Grande do Sul, a companhia atua em Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Mato Grosso, São Paulo, Pará, Santa Catarina, Rondônia, Maranhão, Espírito Santo, Piauí, Amazonas e Ceará.
A Aegea detém 53,2% de participação de mercado do setor. A companhia trabalha por meio de concessões plenas ou parciais e PPPs, em processos de abastecimento, coleta e tratamento de esgoto.
A maior parte do capital da empresa — em torno 53% — pertence ao Grupo Equipav. Compõem ainda a sociedade o Fundo Soberano de Cingapura (GIC) e a Itaúsa, holding brasileira de investimentos.
Consórcio
A Aegea venceu o certame pelo controle da Corsan por meio de um consórcio formado junto com as gestoras de investimentos Perfin e o Kinea.
Com atuação ampla nas áreas de energia e infraestrutura, a Perfin nasceu em 2002 e passou por reestruturação em 2007 . O fundo está na lista de compradores da usina a carvão Pampa Sul, em Candiota.
Já a Kinea é ligada ao Itaú Unibanco. A Itaúsa, holding que compartilha o controle dessa instituição financeira, tem participação de 12,88% na Aegea.


