
Em greve desde o dia 11, os funcionários do Detran-RS vão ter o ponto cortado se não voltarem ao trabalho, disse, em entrevista ao Gaúcha Atualidade, o secretário Raffaele Marsiaj Quinto Di Cameli, da Secretaria de Modernização Administrativa e Recursos Humanos. Di Cameli também classificou a paralisação como "inoportuna".
Na lista de reivindicações, a categoria pede o fornecimento de auxílio refeição sem a contrapartida do servidor, a realização de promoções e progressões represadas e a compra de uma sede própria para o órgão. De acordo com Di Cameli, as progressões foram concedidas e as promoções estão em análise, entretanto, a sede própria não é uma possibilidade:
– Esse assunto estava andando independente da greve. Não tem porque o Detran pagar aluguel quando existe uma série de imóveis para isso. Os servidores falaram que queriam construir prédios próprios. Isso não tem sentido.
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Sobre a reposição salarial, o secretário argumentou que o reajuste neste momento é inviável em função dos problemas financeiros do Estado.
Ouça a entrevista completa:
– Consideramos a greve bem inoportuna. Como a sociedade sabe, estamos numa crise e por conta disso estamos em uma situação de grande dificuldade. A maioria dos servidores estaduais está compreendendo isso. Não é possível que uma autarquia tenha uma posição fechada nesse momento – avalia.
Di Cameli prometeu urgência para resolver o problema dos motoristas que tiveram os carros recolhidos e que não conseguem retirá-los dos depósitos. O secretário garantiu que ainda hoje haverá uma reunião para discutir o assunto.
Com a greve, além dos problemas em depósitos, condutores enfrentam problemas para obter a Carteira Nacional de Habilitação e até as blitze do Balada Segura foram reduzidas pela falta de funcionários.




