
Aleluia! Acabou a espera. O Grêmio é campeão, novamente, de uma competição nacional. Gremistas que choram e riem inundaram ruas, praças e bares do Rio Grande do Sul e arredores. A felicidade veste azul. O grito de “É campeão!” entalado na garganta de milhões de torcedores do Grêmio explodiu quando o árbitro encerrou o confronto e certamente será ouvido nos próximos tempos em todos os cantos deste mundo de Deus.
Onde estiver um gremista, haverá uma camiseta tricolor, uma bandeira e um cântico sendo entoado. O Grêmio não é campeão por acaso. O título conquistado chegou apoiado por intensa e minuciosa preparação. Nada foi esquecido. Nenhuma providência foi negligenciada.
Leia mais:
Grêmio empata com o Atlético-MG e é pentacampeão da Copa do Brasil
O Grêmio vestiu-se de campeão por ser, acima de qualquer outra razão, o melhor time. É o maior vencedor da Copa do Brasil. É o clube mais copeiro da nação. É a quinta faixa de campeão que coloca no peito orgulhoso dos seus torcedores. Lembrando Cacalo, um dos mais vitoriosos dirigentes do Grêmio: “Comemora, torcedor”.
O herói
Tenho por convicção considerar o presidente do clube a figura mais destacada de qualquer conquista. É do seu gabinete que saem providências e determinações que vão produzir efeitos dentro do campo. Romildo Bolzan Júnior foi o grande condutor da nau gremista que varou tempestades e negou-se a repetir a rotina de insucessos que martirizava o universo gremista.
Bolzan revelou-se um dirigente inquieto e atuante. Na sua ânsia de dar ao seu clube o título tão desejado, muitas vezes até exagerou nas suas preocupações. Ninguém, entretanto, poderá dizer que o presidente do Grêmio tenha poupado uma gota de suor em nome da sua busca pela conquista.
Soube escolher seus companheiros de comando e quando se avizinhava a hora da vitória cercou-se de dirigentes experientes e parceiros de grandes títulos. Romildo Bolzan Júnior acaba de inscrever o seu nome entre os nomes mais vitoriosos da história do clube. Parabéns, presidente Bolzan.
Outros heróis
Quis o destino que o maior ídolo da história do Grêmio voltasse para quebrar o jejum de grandes títulos. Renato Portaluppi é o nome que o povo gremista jamais deixará de render as maiores e mais merecidas homenagens. Ele, o treinador, e os seus jogadores.
Mais uma vez, Pedro Geromel foi decisivo para as vitórias do Grêmio. E quando se viu que Geromel precisava de um parceiro confiável e, como ele, com espírito vencedor, o Grêmio foi buscar Kanemann, a muralha que se instalou na defesa gremista com a feroz determinação de proteger o gol de Marcelo Grohe.
Também não pode ser esquecido o valente capitão do time, Maicon. Sua combatividade foi, muitas vezes, decisiva na contenção der adversários mais atrevidos. E o baixinho guerreiro que termina o ano como grande peça na engrenagem criada por Roger Machado e aprimorada por Renato.
E o que dizer de Luan, a estrela mais luzidia da equipe? Um nome, porém, ergue-se como o principal fundamento deste time campeão: Douglas, o veterano que mais partidas disputou e mais situações de gols criou. Ele é a cara vencedora do Grêmio.




