Giane Guerra

Giane Guerra

Jornalista de Economia, apresentadora da Rádio Gaúcha e comentarista da RBS TV, traz notícias, comentários e dicas da macroeconomia às finanças pessoais.

Bolsa de Valores

Empresas que devem se dar bem na Bovespa com juro em queda

Gráfico da XP Investimentos aponta setores que crescem com queda no juro.

Giane Guerra

Economia

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Quem sorri mais com a queda do juro

A política corte na Selic começou a ser adotada pelo Banco Central em outubro de 2016, quando a inflação ficou controlada e urgiu a necessidade de um empurrão na economia. Juro reduzido é bom para quase todos na economia. Alguns, no entanto, são mais beneficiados do que outros.

Assessor de investimento da Monte Bravo, Bruno Madruga elencou com a coluna quais são as apostas na Bolsa de Valores de São Paulo com este novo cenário:

Varejo - O consumo em geral é beneficiado por juros menores porque o crédito fica mais fácil e barato. Além disso, cai o custo da operação já que a dívida das empresas é indexada em juros.

- A querida do mercado é a Lojas Americanas. É um case interessante de gestão porque tem custo baixo de operação e capilaridade. Pequenas lojas espalhadas pelo país e que conseguem oferecer produtos para famílias de todas as rendas.

A Americanas tem ainda participação majoritária na B2W, que é o site Submarino e também tem ações negociadas na Bovespa. Já aproveita o crescimento das vendas online, com a possibilidade de trabalhar com estoque reduzido. Madruga também vê boas perspectivas para os papéis de administradoras de shoppings centers, como BRMalls e BRProperties.

Infraestrutura - Segundo o assessor de investimentos, dois terços da dívida de empresas de infraestrutura costuma ser indexada a juros. Com a redução das taxas, sobra dinheiro para investimento e geração de emprego. Além disso, o mercado trabalho com políticas de concessão de rodovias. Empresa brasileira de concessão de infraestrutura, transporte e serviços, o Grupo CCR entra no alvo dos investidores.

Construção Civil - O setor acredita que o juro a 7% como previsto para o fim do ano será a revolução da construção civil. São empréstimos de longo prazo que precisam ser assumidos pelo consumidor e, portanto, muito suscetíveis aos juros. - Destaque para a MRV, que é uma empresa atuante no setor de baixa e média renda. Tiveram que reduzir estoques de imóveis na crise.

No gráfico da XP Investimentos, a comparação da Selic com o comportamento dos índices de Consumo, Imobiliário e Financeiro, que reúnem as variações das ações de empresas destas áreas. Quando mais alto o índice, mais valorizadas as ações. Conforme o gráfico, os índices aumentam conforme cai a Selic. Houve uma queda forte em 27 de maio, quando houve a delação da JBS, mas o mercado já mostra a recuperação.


Ouça entrevista com o assessor de investimentos da Monte Bravo Bruno Madruga:


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