
A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (3), a segunda fase da Operação Egypto, para investigar crimes de violação de sigilo funcional e organização criminosa. Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão e um de prisão, em Porto Alegre e em Cachoeirinha.
Segundo a PF, a investigação indica que um bacharel em Direito, que seria ligado a sócios da Indeal, com sede em Novo Hamburgo, teria tentado obter informações antecipadas sobre a investigação contra a empresa. Para isso, supostamente, recebeu "valores substanciais" por meio de transferências em nome de terceiros.
A PF ainda não explicou se o investigado conseguiu as informações que buscava e nem a forma como teria agido. A corporação diz que esses pontos estão sendo apurados.
O nome do preso não foi divulgado, mas a reportagem confirmou que trata-se de Leandro Marques. Ele foi alvo de um mandado de prisão temporária e foi detido em casa, em Cachoeirinha. Uma mulher também é investigada.
Em um escritório ligado a Marques, na Rua Chaves Barcelos, no centro da Capital, agentes chegaram por volta das 8h. Os policiais saíram às 9h30min levando computadores e caixas com documentos.
Em nota, o advogado Rodrigo Matukait, que defende o bacharel em direito preso, informou à GaúchaZH que não há "qualquer indício de sua participação em qualquer ato vinculado a operação":
“Era de conhecimento das autoridades Brasileiras que Leandro Marques, alvo da segunda fase da operação Egypto, possuía endereço residencial e comercial conhecido há anos. O que causa estranheza a defesa é a ordem de prisão temporária, sem haver qualquer indício de sua participação em qualquer ato vinculado a(s) operação(oes). Leandro Marques nunca foi chamado ou intimado para comparecer na sede da Polícia Federal para prestar esclarecimentos, mesmo estando a disposição. Estamos acompanhando as informações que estão sendo trazidas e aguardaremos o desfecho do inquérito policial para manifestação em momento oportuno.”
Investigação da PF
A primeira fase da Operação Egypto foi deflagrada em 21 de maio. Dez pessoas chegaram a ser presas, mas já estão soltas.
Conforme a PF, a Indeal estaria oferecendo aos interessados retorno de, pelo menos, 15% no primeiro mês de aplicação. Entre os crimes apontados estão operação de instituição financeira sem autorização legal, gestão fraudulenta, apropriação indébita financeira, lavagem de dinheiro e organização criminosa.


