
Cerca de 15% das gaúchas sofrem de prolapso genital e não sabem. Popularmente conhecido como bexiga caída, o prolapso é o deslocamento de órgãos como útero, bexiga, reto, intestino delgado e uretra e ocorre pelo enfraquecimento dos músculos da região pélvica, que podem cair sobre a vagina. Além de dor e desconforto durante a relação sexual, nos casos mais graves o prolapso causa a sensação de que há uma saliência na vagina, como se fosse uma bola. No dia 1º de novembro, médicos de todo o país se reúnem em Porto Alegre para debater a doença. O encontro será realizado no Hospital Ernesto Dornelles.
- O prolapso genital causa grande prejuízo à qualidade de vida das mulheres. Infelizmente, muitas delas não procuram auxílio médico em momento precoce por constrangimento, desconhecimento sobre o tratamento ou até mesmo por crer que o prolapso é uma consequência da idade -, afirma Marcio Averbeck, urologista da Santa Casa de Porto Alegre.
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Saiba quais são os sintomas e como se prevenir:
1. O sintoma característico é a dor ou desconforto na região íntima, que ocorre quando a bexiga, o reto ou o útero descem através da vagina.
2. A bexiga caída também pode causar problemas urinários, como dificuldade de micção. Já o prolapso do reto pode estar associado à prisão de ventre.
3. A doença é uma consequência, principalmente, da idade e do número de gestações. Estudos mostram que, a cada década de vida, dobra a chance da mulher apresentar o prolapso genital.
4. Estima-se que 15% das mulheres com idade superior a 60 anos podem apresentar prolapso, número que está aumentando devido à maior expectativa de vida do brasileiro. A obesidade também é considerada um fator de risco.
5. O tratamento do prolapso genital depende da severidade da doença. Para os casos mais leves, a observação pode ser considerada. Quando o prolapso é mais acentuado, é preciso fazer uma cirurgia.
6. Hoje há cirurgias minimamente invasivas para o tratamento dos prolapsos. Um dos tratamentos mais modernos para a condição é um tipo de tela específica para a correção, composta de polipropileno macroporoso. O uso deste material proporciona um menor risco de recorrência ou falha da cirurgia.



