
As obras na rótula que liga as avenidas Icaraí e Chuí, na zona sul de Porto Alegre, já estão com cara de finalização. Apesar de até gramado ter sido colocado, a prefeitura mantém o cronograma informado ao longo do ano: a conclusão está prevista para o primeiro trimestre de 2019.
Conforme a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Mobilidade Urbana (Smim), o trecho está na fase de acabamentos no asfalto. As intervenções são feitas pelo consórcio formado entre a Construtora Pelotense e a Toniolo Busnello, que está em férias coletivas e retoma os trabalhos no dia 7.

O projeto prevê, além de pavimentação, corredor de ônibus, calçada, ciclovia, redes de drenagem e iluminação pública. Ao longo de 2018, a prefeitura divulgou que a conclusão da Avenida Tronco estava prevista para 2020, mas afirma que, como depende de reassentamentos de moradores, não tem como garantir a estimativa.
Junto às obras da rotatória, são feitas também melhorias na Rua Gabriel Fialho Camargo, nas imediações do Postão da Cruzeiro. As duas obras correspondem aos trechos 3 e 4 da intervenção na Avenida Tronco.
Comerciantes reclamam de alagamentos e sinalização de trânsito
À frente de uma ferragem em uma das entradas da rótula, quando as avenidas Icaraí e Divisa se encontram, o comerciante Marco Antonio Macedo, 48 anos, demonstra preocupação com a falta de sinalização de trânsito:
— O sinal de "pare" está meio apagado. A gente ouve som de freio alto todos os dias. Não respeitam a sinalização e aí quase batem quando entram na rotatória. Já vimos alguns acidentes aqui nesse trecho.
Conforme a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), há sinalização temporária no local, com cones, cavaletes e gravação no piso. As marcações permanentes serão feitas após o término da obra da rótula.
Outro problema, perto do mesmo ponto, na Divisa, é o acúmulo de água em dias de chuva, segundo moradores do entorno. Eles afirmam que já fizeram contato com a prefeitura e com funcionários da obra.

— Em cinco minutos, está tapado de água. Para o comércio, é muito ruim — afirma o comerciante Israel Scarabelot, 32 anos.
Sobre o problema, a Smim afirma que a questão deve ser solucionada quando a obra avançar neste trecho, "que depende de desapropriações".
