
O Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres, lembrado neste sábado (25), foi marcado por um ato no Parque da Redenção, em Porto Alegre. Iniciada pela manhã, a manifestação contou com apresentações musicais, discursos e rodas de discussões.
Convocado pela Ocupação Mulheres Mirabal, o ato reuniu uma série de movimentos e coletivos feministas. Em protesto, as participantes carregaram cartazes com dados sobre a violência contra a mulher. "Uma mulher é estuprada no Brasil a cada 11 minutos", dizia um deles.
Segundo a organização, a manifestação foi chamada para lutar pelo fim do feminicídio, da cultura do estupro e do machismo e alertar sobre o "retrocesso e ineficiência do poder público no combate a essa violência".
— Todas estavam pensando em organizar um ato para marcar a data, então, começamos a conversar e decidimos nos unir — contou a coordenadora da Ocupação Mirabal, Vanessa Fonseca, 20 anos.
O ato também serviu de palco para protestos contra a PEC 181, que derruba a legislação do aborto nos casos permitidos no Brasil. Aos 74 anos, a professora aposentada Lorena Holzmann preparou um cartaz com os dizeres "181, PEC dos machos cruéis, não se metam em assunto de mulheres" e seguiu para a manifestação.
— Estou perplexa em não encontrar ninguém do movimento feminista da minha geração neste ato. O problema da PEC 181 não me atinge mais, mas vivo muito além do meu umbigo. Essa não é uma luta individual, mas coletiva — alertou a veterana.



