O tutor do gato que morreu após ser arrastado na Avenida Rubem Bento Alves, em Caxias do Sul, relatou à reportagem do Pioneiro que não percebeu que o animal estava preso ao carro enquanto ele dirigia. O caso foi registrado por volta das 23h de terça, nas imediações do bairro São José.
O homem de 63 anos afirma que saiu da região do bairro Interlagos e seguia para o Centro com o animal, que tinha cerca de um ano. Segundo ele, o gato foi colocado em um cobertor, na parte de trás do veículo, um Ford Ka. A corda era utilizada para passeio e estaria presa ao bicho.
— Eu abri um vão da janela, porque tava embaçado. Ele deve ter pulado. Estava escuro, eu não vi. Não sei como a corda ficou presa no carro — diz o homem.
A situação só foi percebida, segundo ele, quando viu o alerta de populares.
— Eu ouviu um barulho e pensei que um pedaço de pau tinha grudado nas rodas. Eu ia parar, mas não tinha acostamento. Um cara de um outro carro passou do meu lado e disse que tinha um problema. Eu continuei andando mais um pouco e um ônibus buzinou atrás e deu sinal de luz. Eu andei mais uns 100 metros e o ônibus cortou a minha frente. Um monte de gente desceu e começou uma confusão — relata.
A estudante de direito Marina Luísa Junker, 22 anos, estava no ônibus e presenciou o socorro ao animal e a discussão com o motorista do carro. Ela também alega que foi agredida:
— A corda em que ele (tutor do felino) estava arrastando deveria ter uns 10 metros e estava amarrada com muita força no pescoço dela (segundo a estudante, tratava-se de uma fêmea, e não de um gato, conforme o tutor do animal relatou à reportagem). Quando descemos e chegamos perto, ele se assustou, pegou a gata e jogou dentro do porta-malas do carro. Disse que iria levar no veterinário. Ele me agrediu com socos no braço e empurrão — diz.
O homem, que nega a agressão contra a estudante, foi levado à delegacia, ouvido e liberado. Testemunhas também prestaram depoimento. O suposto caso de maus-tratos e será investigado pela Polícia Civil. A agressão relatada pela jovem também será investigada, conforme o delegado Vitor Carnaúba, titular da Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA).
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