As obras da Escola Estadual de Ensino Médio (EEEM) Alexandre Zattera, no bairro Desvio Rizzo, em Caxias do Sul, devem ser concluídas no dia 2 de novembro. A reforma reiniciou em maio, após ter sido paralisada em agosto de 2023, quando a empresa Boa Vista Construções, de Erechim, abandonou a obra, deixando, inclusive, os entulhos em meio ao pátio externo. A empresa que assumiu a reforma neste ano é a Lotto Engenharia e Construções, de Bento Gonçalves, que tem o prazo contratual de 180 dias para conclusão. O investimento é de aproximadamente R$ 965 mil, anunciados ainda em abril do ano passado pelo governador Eduardo Leite.
De acordo com Joel Vargas da Silva, coordenador da 4ª Coordenadoria Regional de Obras Públicas (4ª Crop), de Caxias do Sul, órgão que fiscaliza as obras, estão sendo executadas ações de reforma das instalações elétricas, com a implantação de uma subestação transformadora, colocação de novas coberturas no prédio de salas de aula, reforma da cobertura sobre o refeitório e sobre o saguão de entrada e corredores, implementação de reforços estruturais, substituição do forro de madeira por forro e beirais de PVC e adequação do esgoto pluvial e da caixa de gordura. Segundo Tiago de Camargo, engenheiro civil da 4ª Crop e responsável pelo projeto, cerca de 40% da reforma geral da escola Alexandre Zattera está concluída, sendo que as intervenções no telhado da instituição já estão 85% finalizadas.
Os problemas estruturais já eram conhecidos pela comunidade há cerca de 20 anos, e envolviam buracos e madeiras podres, além da situação de perigo do telhado, que alagava a área do refeitório e da entrada, além de poder cair caso não recebesse reformas, oferendo risco aos estudantes. Tapumes chegaram as ser usados para interditar a parte em que chovia dentro da escola. O entrave era a falta de empresas interessadas na licitação, problema resolvido agora.
— As pessoas não acreditavam que a reforma do telhado, principalmente, iria acontecer. É uma luta da comunidade e dos pais dos estudantes. Ver essa obra acontecendo é uma vitória — destaca a diretora da instituição, Maria Elisa Goulart Chagas, que lembra que, devido à chuva de maio, a escola chegou a ficar seis dias com as aulas suspensas, para evitar riscos aos de 867 estudantes matriculados.
Escola de campanha
Para que a reforma da escola Alexandre Zattera ocorresse sem interferir nas aulas presenciais, foi preciso que a direção pensasse no remanejamento dos estudantes para outro lugar. O local escolhido foi o ginásio de esportes da instituição. Conforme a diretora Maria Elisa, foi montada uma espécie de escola de campanha, com salas improvisadas, separadas com tecido TNT.
— Hoje as aulas são intercaladas de maneira presencial e remota. Montamos, então, um calendário de escalas das turmas, e preparamos essa estrutura com TNT, que era o material mais em conta, para que pudéssemos receber os alunos. E eles entenderam a proposta, e, quando chegam, vão direto para a sala deles — relata.
Os dias de frio de inverno foram os mais desafiadores no local improvisado, segundo a diretora, que está no cargo desde fevereiro. Maria Elisa afirma, porém, que todo o esforço está valendo a pena, pois é uma nova escola que está surgindo.
— Eu estou muito honrada de estar vivenciando este momento, justamente no ano em que a Alexandre Zattera celebra 60 anos de história. De fato, é muito trabalho, mas é isso que nos move — comemora a diretora.