
A Universidade de Caxias do Sul (UCS) divulgou nessa semana que trabalha com a possibilidade de voltar às aulas presenciais em agosto, mas a medida não foi bem recebida pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE). Na sexta-feira (24), o reitor Evaldo Kuiava disse que, com protocolos de segurança e se não houvesse restrições do poder público, a UCS retomaria as aulas presenciais em 10 de agosto. Depois, uma carta aberta, assinada por ele, foi divulgada com a afirmação de que a volta dos alunos às salas de aula é um dos cenários possíveis. Ou seja, a permanência do ensino à distância não está descartada.
Na carta, a UCS registra que medidas para preparar a volta às aulas presenciais já foram tomadas, como a higienização dos espaços: “Contudo, se tivermos que superar essas expectativas (de retorno presencial) e mantermos o distanciamento social por mais algum tempo, também estamos preparados”, diz a nota.
Apesar da ressalva feita pela própria universidade sobre a manutenção das atividades online, o presidente do DCE, Hector de Oliveira Vieria, avalia que a própria cogitação do retorno da circulação está fora do contexto de enfrentamento da pandemia neste momento.
— Infelizmente, o que as notícias estão mostrando, do governo do Estado, dos órgãos públicos, é que o cenário ainda não é tão confortável assim. Há um grande risco ainda, as UTIs ainda estão com uma capacidade de ocupação bem elevada. Diante desse contexto, a gente acha pouco prudente de que em agosto, já nas próximas duas semanas, as aulas se iniciarem. Apesar de todos os protocolos que poderiam ser adotados, infelizmente, há um grande volume de estudantes, professores e funcionários. A própria comunidade acaba acessando os serviços que a UCS oferece. A gente acha pouco prudente emitir uma nota desse tipo. Nós temos essa posição de manutenção e segurança, prudência em relação à vida e à saúde das pessoas.
A divulgação de que a UCS iria retomar as aulas presenciais em 10 de agosto também gerou forte repercussão nas redes sociais. A reportagem tentou contato com o reitor, mas não foi atendida na manhã deste sábado (25). A assessoria de imprensa reforçou a posição emitida na carta aberta assinada por Kuiava de que a UCS está preparada para os dois cenários e vai respeitar as determinações dos governos para preservar a saúde de professores, estudantes e funcionários e, como consequência, dos familiares deles.





