
O opositor Juan Guaidó e seus aliados, com o governo dos Estados Unidos à frente, definem nesta segunda-feira (25) em Bogotá as próximas ações diante da crise na Venezuela. O presidente Jair Bolsonaro escalou o vice, Hamilton Mourão, para participar do encontro.
A reunião do chamado Grupo de Lima deve começar às 9h locais (11h de Brasília), e uma entrevista coletiva dos chanceleres está prevista para as 13h (15h de Brasília). A aliança reúne 13 Estados latino-americanos e o Canadá.
Guaidó, presidente do Parlamento venezuelano que está na Colômbia desde sexta-feira, pediu que todas as opções permaneçam abertas contra Maduro depois da frustrada operação do fim de semana que pretendia levar ajuda básica ao país, afetado pela escassez de alimentos e remédios, que provocou distúrbios violentos. Os caminhões com a assistência doada principalmente pelos Estados Unidos tiveram que recuar e voltar para a cidade fronteiriça de Cúcuta ante o bloqueio das forças chavistas.
— Vimos um crime sem precedentes — declarou Guaidó ao chegar no domingo a Bogotá, enquanto o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, afirmou que os dias de Maduro "estão contados".
O governo venezuelano, que fez alertas sobre eventuais planos dos Estados Unidos para iniciar uma invasão militar com o pretexto da ajuda humanitária, celebrou no domingo o fracasso da operação em um comício liderado pelo poderoso dirigente chavista Diosdado Cabello.
Em meio à violência na fronteira, ganha a força a opção radical contra Maduro, que tem o apoio da Rússia e de Cuba.
— Vamos apresentar posições firmes que signifiquem uma escalada em medidas diplomáticas, políticas e de uso da força — afirmou o parlamentar Julio Borges, que faz a ligação de Guaidó com o Grupo de Lima.
A Colômbia pretende reforçar a figura de Guaidó e suas alternativas para a saída de Maduro, que por sua vez está cada vez mais atrelado aos militares.
O Grupo de Lima se reuniu pela última vez em 4 de fevereiro em Ottawa. Na ocasião, 11 países pediram uma mudança pacífica de governo, ao mesmo tempo que solicitaram aos militares que reconhecessem Guaidó e permitissem a entrada de ajuda. Três integrantes do Grupo de Lima - México, Guiana e Santa Lúcia - não reconhecem o opositor como presidente interino.


