Dois funcionários malaios do Programa Mundial de Alimentos (PMA) abandonaram a Coreia do Norte nesta quinta-feira, depois que Pyongyang proibiu a saída dos cidadãos da Malásias de seu território por um conflito diplomático com Kuala Lumpur, anunciou o organismo da ONU.
"Os funcionários são trabalhadores internacionais e não representam seu. Trabalham em projetos do PMA na Coreia do Norte", afirmou a agência em um comunicado.
Coreia do Norte e Malásia proibiram na terça-feira que os cidadãos do outro país saiam de seus territórios. Kuala Lumpur afirmou que os malaios estavam retidos como "reféns" no país vizinho.
A relação entre Pyonyang e Kuala Lumpur piorou após o assassinato em 13 de fevereiro na capital malaia de Kim Jong-nam, meio-irmão do líder norte-coreano Kim Jong-un.
O primeiro-ministro malaio, Najib Razak, descartou na quarta-feira uma ruptura dos laços com a Coreia do Norte e disse que seu governo tentaria negociar para assegurar a libertação de cidadãos malaios na Coreia do Norte.
O ministério malaio das Relações Exteriores informou na terça-feira que 11 cidadãos do país estavam na Coreia do Norte: três funcionários da embaixada, seis parentes destes e dois trabalhadores do PMA.
Najib confirmou que os dois funcionários malaios do PMA já estão em Pequim.
* AFP