Os funcionários em greve do Hospital São Vicente de Paulo, de Osório, não aceitaram a proposta apresentada pela administração da instituição e decidiram manter a paralisação. Uma reunião está marcada para as 14h desta segunda-feira (18) e uma nova proposta deve ser discutida.
A greve iniciou na última quinta-feira (14). Segundo o Sindicato dos Profissionais de Enfermagem, Técnicos, Duchistas, Massagistas e Empregados em Hospitais e Casas de Saúde do Estado do Rio Grande do Sul (Sindisaúde), os salários estão há 10 dias para quem recebe mais de R$ 1,3 mil, o 13º de 2017 ainda não foi pago e os depósitos do Fundo de Garantia estão atrasados. A proposta do hospital é pagar o 13º em seis parcelas, usando dinheiro da Câmara de Vereadores, da prefeitura e do hospital, readequar contratos para regularizar o FGTS e aguardar os repasses do governo do Estado para colocar os salários em dia. O sindicato quer o 13ºseja quitado em duas parcelas, o FGTS seja negociado e que seja apresentada uma proposta para colocar os salários em dia.
Desde o início da paralisação a prioridade é por atender os casos de urgência. Segundo o superintende administrativo do hospital, Milton Dimas Junior, 30% do serviços são mantidos e quem procura o estabelecimento é atendido, mas o tempo de espera é muito grande.
— Nós temos que priorizar os casos graves, mas não estamos deixando de atender ninguém. Por exemplo, nesse final de semana realizamos dois partos, sendo que um de gêmeos — afirma.
A direção do hospital pretende tomar medidas judiciais caso o impasse prossiga após reunião desta segunda-feira. O superintendente espera que a ata da assembleia realizada na sexta-feira (15) seja apresentada na reunião de hoje para saber o tamanho da adesão.
A Secretaria Estadual da Saúde confirma que o pagamento dos incentivos está atrasado desde abril. São R$ 281 mil por mês. A parcela de junho vence no dia 30.


