
O Brasil ficou longe de encantar na vitória por 1 a 0 sobre o Equador nesta sexta-feira (6), em Curitiba. A atuação sem criatividade, principalmente na etapa final, deixou os torcedores que estavam no Couto Pereira impacientes. Na entrevista coletiva após o confronto pela 7ª rodada das Eliminatórias defendeu o trabalho realizado até o momento.
— Nós não podemos nos esquecer sobre o que vinha acontecendo com a nossa equipe. Nós vínhamos de quatro resultados negativos dentro das Eliminatórias. Enfrentamos uma equipe que foi batida apenas vez nessa competição, para a Argentina, fora de casa, pelo placar de 1 a 0. Uma equipe que fez uma boa Copa América, que foi desclassificada nos pênaltis pela equipe campeã. As pessoas têm de ter um pouco de paciência sobre a situação que nós estamos, da montagem de uma nova equipe — argumentou o treinador.
Mais do que a atuação, Dorival Júnior fez questão de frisar a importância do resultado. O time enfrentava a pior sequência do Brasil na história nas Eliminatórias, com um empate e três derrotas, herança de Fernando Diniz.
— Eu acredito muito que nós estamos buscando um caminho, a passos que estão melhorando a cada momento. Para nós, é visível. Porém, nem sempre agrada de uma forma total. Eu gostaria de ver nos 90 minutos que pudéssemos manter o mesmo rendimento apresentado na primeira etapa. Ainda chegaremos a uma condição com essa — comentou sobre a queda de rendimento do Brasil do primeiro para o segundo tempo.
Vini Junior e Neymar
Vini Junior ainda não foi o protagonista que os brasileiros esperam. Aberto pela ponta esquerda, participou poucas vezes do jogo no primeiro tempo. Centralizado na segunda etapa, não agregou diante da queda de rendimento coletivo. Dorival Júnior respondeu sobre o momento do craque do Real Madrid com a camisa da Seleção.
— Nós temos momentos em que o Rodrygo vai ser o destaque ao longe de um mês, dois meses. Daqui a pouco o Vini entra nessa mesma condição. Estamos no início de uma temporada, não podemos nos esquecer disso. Nós geramos uma expectativa muito grande em cima de garotos. Essa é a mesma expectativa gerada em cima do Neymar, que a todo momento o Neymar tinha que ser a solução para os nosso problemas — acrescentou o treinador.
Neymar rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo em outubro do ano passado, na derrota para o Uruguai pelas Eliminatórias e não jogou mais desde então. O atacante de 32 anos passou por cirurgia e está em processo de recondicionamento físico Al-Hilal, da Arábia Saudita.
Também na coletiva, Rodrygo, autor do gol da vitória brasileira, corroborou o discurso do técnico sobre a necessidade de dividir responsabilidades.
— Eu lembro que na nossa primeira conversa, na Inglaterra, o professor Dorival deixou muito claro que a gente tinha que dividir as responsabilidades. Durante muito tempo na seleção a responsabilidade ficou só no Neymar e, com certeza a gente conta muito com ele, sempre falo com ele. A gente sabe, todo mundo sabe, é o nosso melhor jogador, é o cara que vai ser decisivo para gente, a gente tá esperando ele se recuperar, ele tem o lugar garantido no grupo. É torcer para ele voltar bem e nos ajudar — complementou o atacante.
O próximo compromisso do Brasil é diante do Paraguai na próxima terça-feira (10), às 21h30min, no Defensores del Chaco, em Assunção.
