
Pela primeira vez desde que a Conmebol anunciou a realização da Copa América no Brasil, o presidente da República, Jair Bolsonaro, manifestou-se sobre o assunto. Em conversa com apoiadores na saída do Palácio da Alvorada, na manhã desta terça-feira (1º), ele confirmou a intenção do governo em sediar o torneio em território nacional.
— No que depender de mim, de todos os ministros, inclusive o da Saúde, já está acertado, haverá (Copa América no Brasil). O protocolo é o mesmo da Libertadores, da Sul-Americana. Falei certo ou não? E das Eliminatórias. Temos jogo contra o Equador na sexta-feira (em Porto Alegre) — declarou.
A intenção de sediar o torneio continental em solo brasileiro rendeu críticas por parte de especialistas da área de saúde que entendem que, por conta da pandemia, há um alto risco de aumentar os casos de contágio. Diante da repercussão negativa, na noite desta segunda, o ministro da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos, afirmou que o país ainda não havia confirmado que receberia a competição.
— Ainda não tem nada certo, quero pontuar de forma bem clara. Estamos no meio do processo. Mas não vamos nos furtar a uma demanda, caso seja possível atender — disse.
Faltando pouco mais de uma semana para o início da Copa América, agendada para o dia 11 de junho, o Brasil foi apontado como país-sede do torneio após o governo argentino anunciar sua desistência em receber os jogos devido ao aumento de casos de covid-19. No comunicado oficial feito pela Conmebol, o presidente da entidade, Alejandro Domínguez, fez referência direta a Bolsonaro.
"Quero agradecer muito especialmente ao presidente Jair Bolsonaro e ao seu gabinete por receber o torneio de seleções mais antigo do mundo. Igualmente, minha gratidão ao presidente Rogério Caboclo e à CBF por sua inestimável colaboração", publicou no Twitter.
Apesar disso, ainda não foi divulgado o cronograma de jogos, nem as cidades e estádios que receberão os duelos.



