
O Inter terá um ambiente mais hostil do que costuma ser o Alfredo Jaconi, às 18h30min deste domingo. Em casa, o Juventude só perdeu duas vezes na temporada, e a fortaleza da equipe de Caxias do Sul estará ainda mais armada. A razão é óbvia: pela primeira vez, Roger reencontrará a Serra desde sua saída, há um mês e meio.
A torcida do Juventude não gostou da forma como ele deixou o clube. Ainda mais por ter ido para o adversário que derrotou nas oitavas de final da Copa do Brasil e na semifinal do Gauchão. No entendimento da Papada, Roger trocou de time apenas pelo dinheiro.
Por isso, prepara uma recepção especial. Circula nas redes sociais uma imagem com muitas notas de R$ 100 adaptadas com a face de Roger nelas. Elas serão arremessadas quando os times — e o treinador — entrarem em campo no domingo. O técnico será duramente vaiado a cada ida para a beira do gramado.
Na entrevista de apresentação no Inter, o técnico negou que apenas o dinheiro tenha sido o fator principal para a troca. Depois de garantir que só conversou com os representantes colorados depois da disputa da Copa do Brasil entre as duas equipes, ele explicou as razões para aceitar o convite do Beira-Rio:
— Obviamente não foi uma decisão fácil, foi a primeira vez que deixei um trabalho em andamento, todas as outras vezes saí quando fui demitido. Foi difícil sair de sete meses de convício, mas entendi na oportunidade uma grande chance. Como técnico que deseja a Seleção, precisa cumprir alguns rituais, e um deles é treinar um clube do tamanho do Inter. Foi um movimento importante, nada fácil, mas decidido com a maturidade de um profissional de 50 anos e que busca no futebol um crescimento pessoal e profissional.
Sem imagem arranhada para direção e torcida
Apesar da óbvia animosidade da torcida, nos demais setores do clube, Roger não saiu com a imagem arranhada. A forma como tratou a negociação, mantendo o Juventude a par de todos os passos, é elogiada pelos dirigentes (que reclamaram, na verdade, da postura colorada em procurar o técnico diretamente). Entre os atletas, a fila de jogadores para abraçá-lo na partida entre os dois times no Beira-Rio escancara que a relação sempre foi ótima. Claro que essa cena não deve se repetir no Jaconi. É bem provável que os cumprimentos sejam mais discretos.
Não será Roger o primeiro nem o último técnico ou profissional do futebol a ser hostilizado pela torcida de seu ex-time. Mas é um desafio a mais para o Inter, também no aspecto mental, na busca por subir na tabela do Brasileirão diante do adversário que mudou sua temporada.
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