
Após o empate em 2 a 2 com o Bahia, na noite deste sábado (6), pela 28ª rodada do Brasileirão, o técnico Renato Portaluppi lamentou os erros cometidos pelo Grêmio nos lances dos gols do adversário. O treinador também mostrou preocupação em falar das lesões sofridas por Everton e Marcelo Grohe, que deixaram a partida ao final do primeiro tempo. Confira o que mais disse Renato sobre o jogo:
Avaliação da partida
"A principal dificuldade foi ter levado um gol no início, havia mostrado no vídeo que era uma jogada forte do Bahia o lateral cobrado pelo Léo. Não era uma bola na área, mas uma bola forte. Infelizmente tomamos esse gol. Quando isso acontece com dois minutos, o adversário se fecha e a torcida fica impaciente. Aceitamos a marcação do Bahia no primeiro tempo. Melhoramos no segundo tempo. Infelizmente levamos um segundo gol e tivemos um certo poder de reação para chegar ao empate. Poderia ter sido pior, não esperávamos. Sabíamos que o jogo seria difícil, mas contávamos com vitória para dar mais um passo na tabela. Mas pelo que o jogo apresentou, ganhamos um ponto e não perdemos dois. Tivemos reação para empatar."
Levar gols em casa e a distância para o líder
"Nós estamos na briga. Todos ali na frente é briga de cachorro grande. Os gols que levamos, temos uma defesa muito boa, e jogamos com dois laterais novos. São coisas que não podem acontecer nestes gols. É um papo que temos que ter com o grupo. Hoje não deu muito certo. Às vezes, o brabo é o nada. Conseguimos um ponto após corrermos atrás de um 2 a 0."
Volta do esquema com o centroavante
"Temos estas duas maneiras de jogar. Em casa, precisando da vitória, é uma coisa normal colocar um atacante de área. Não é por ter vencido outros jogos sem o centroavante que daria certo hoje. Não dá para agradar a todos. O Grêmio é time grande, joga para ganhar. Podemos voltar a jogar neste sistema sem o centroavante, mas depende do que precisamos."
Marinho
"Na próxima partida, vamos ver o que fazer. Ver se não perdemos mais nenhum jogador. O Marinho abre as defesas adversárias. Deu alguns contra-ataques, mas é normal. Fazia muito tempo que não jogava. O jogador sente falta de ritmo, temos que dar um desconto. Demonstrou que veio para nos ajudar. E ainda vai nos ajudar mais."
Causas da desatenção
"Entramos desfocados também contra o Estudiantes, lá foi 2 a 1 e viramos o jogo aqui. Nos primeiros 20 minutos não entramos como deveríamos. Este papo já tive com o grupo no vestiário. Não podemos dar este mole. Mas, às vezes, um ou outro entra desatento. Sair atrás é difícil, o adversário cresce na partida e as coisas começam a dificultar. Cobro este foco o tempo todo. Quando um jogador não está focado o suficiente, as coisas acontecem. Tenho mostrado no vídeo, cobrado muito deles neste sentido. O adversário não irá esperar. Não podemos ter essa desatenção."
Situação do Everton
"É de preocupação. Pelo que conheço de lesões, ele vai ficar um tempo parado. Infelizmente. Até o River, dia 23, é difícil. Mas vamos ver o grau da lesão. Realizar os exames. Mas é difícil. É um jogador importantíssimo. Perdemos ele neste jogo e por alguns jogos daqui para frente. Vamos torcer que se recupere para o primeiro jogo contra o River, mas é difícil."
O que mais preocupa: desatenção na sequência de jogos ou as lesões?
"O Marcelo sentiu o adutor também, mais ou menos como o Everton. O futebol é fatal, a bola pune. Não podemos dar mole para o adversário. São duas situações em que as lesões me preocupam. Vamos corrigir e conversar sobre as desatenções. Mas as lesões tiram os jogadores de campo. Cabe a mim corrigir."
Jogo contra o Palmeiras
"Todos os jogos são chave. Todo mundo quer, está muito parelho entre os cinco primeiros colocados. Todos vacilam. É a reta final, não pode dar mole. Dar moral para qualquer adversário crescer. Temos outros confrontos diretos. O importante é o Grêmio fazer a sua parte. Temos que esquecer os outros jogos. Fazer a sua parte e ver o que acontece depois."

