
Céline Dion não impôs restrições sobre o que poderia ser filmado no seu documentário, disponível no Prime Video. Durante as gravações de I Am Celine Dion, em 2022, a cantora recebeu o diagnóstico de síndrome da pessoa rígida, uma condição neurológica autoimune que causa rigidez progressiva e espasmos musculares graves.
Em uma conversa com o jornal O Globo, a diretora da produção, Irene Taylor, afirmou que, algumas semanas após o início das gravações, recebeu uma ligação em que foi informada sobre a doença da artista.
— Várias semanas depois dessa decisão, veio um pedido de telefonema. Imaginei que fosse algo sério, porque nos falamos no mesmo dia. Filmamos durante vários meses antes de um diagnóstico definitivo — relembrou.
Irene conta que a notícia do diagnóstico mudou a sua forma de acessar a vida da artista. Ela lembra que nenhum parâmetro foi estabelecido por Céline para filmar seu cotidiano, já que documentários autorizados geralmente não costumam trazer momentos tão íntimos da pessoa que está sendo retratada.
— Não houve discussões sobre parâmetros, e isso porque Céline não pediu esses parâmetros. Ela me disse, logo no primeiro dia: "Você está na minha casa, o fato de você estar aqui significa que deixei você entrar. Não peça permissão para nada" — contou.
Além de falar sobre sua dificuldade de andar por conta da doença, em dado momento do documentário, a artista de 56 anos sofre uma convulsão durante uma sessão de fisioterapia. A cena não foi cortada.
— Eu vi essa rigidez, que não era a reação fluida que eu estava filmando há vários meses na fisioterapia. Em alguns minutos, ela estava gemendo de dor — descreveu. — Nick (Midwig, o diretor de fotografia) e eu começamos a filmar tudo conforme aconteceria. Foi muito desconfortável. Nunca estive em uma situação com uma câmera que fosse tão sensível.



