
Foram três as medidas aprovadas pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente, sob o comando do ministro Ricardo Salles. Uma, a mais barulhenta, derrubou normas de proteção dos mangues e das restingas. A gritaria foi geral, dentro e fora do Brasil. O assunto foi parar imediatamente na Justiça.
Há outras duas decisões, porém, sobre as quais quase ninguém falou, mas que têm grande impacto. Uma, liberando a queima de resíduos de agrotóxicos fora de ambientes controlados, o que aumenta a poluição. A outra, acabando com a obrigatoriedade de eficiência de consumo de água e de energia para a aprovação de projetos de irrigação, com reflexos negativos nos recursos hídricos e nos seus ecossistemas.
Salles vê, dessa forma, o triunfo de sua estratégia, com um detalhe não mencionado na célebre reunião ministerial na qual defendeu "passar a boiada" do desmanche ambiental enquanto a opinião pública fala sobre covid-19. É que tem o boi de piranha, o que vai na frente para despistar e, com isso, abrir caminho para a o resto do rebanho.




