
O primeiro tempo do Gre-Nal foi do Inter, o segundo do Grêmio. Os colorados conseguiram marcar um gol, os gremistas dois. Tudo pelo ar. Com Diego Souza, infalível nas suas cabeçadas, e por Ricardinho, que entrou para fazer seu gol, também de cabeça.
Outra vez o treinador Miguel Ángel Ramírez foi decepcionante nas escolhas. Teve um ataque formado por Galhardo, que se justifica, Palacios, que nada produz, e Maurício, que ele diz ser craque e transformou em titular indiscutível – mas para essas duas situações falta muito.
Caio Vidal entrou e fez três lances agudos e com chandes de gol para o Inter, o que Palacios não fez em mais de 10 jogos. Nunca fez gol e nunca fez assistência para os companheiros. Yuri alberto poderia dar muito mais ao time do que Maurício.
Escalar mal significa ficar mais distante das vitórias. Ramírez já contabiliza cinco derrotas, duas em Gre-Nais, o que debilita o seu trabalho. E já perdeu no Beira-Rio, onde só somava vitórias. Como foi trazido para implantar um modelo de jogo não, deve mudar nada no seu trabalho.
Fico impressionado com o sofrimento da torcida colorada. No ano passado, Coudet nunca ganhou Gre-Nal. Ramirez se repete. E quem ganhou, Abel Braga, foi dispensado.
Homenagem
o gol de Ricardinho é muito mais do que um gol importante em Gre-Nal. Tem aspectos pessoais que foram colocados naquele momento importante. Naquele cabeceio maravilhoso, pularam com ele o pai e o avô, ambos vitimados pela covid-19 em menos de uma semana.
Imagine o sofrimento de um jovem que ronda 20 anos perder, quase num mesmo instante, duas pessoas muito importantes na sua vida. Ele colocou por baixo da camisa do Grêmio uma camiseta com uma foto sua ao lado dos dois.
Saiu de campo mostrando aquele momento com seus entes queridos, que estão fora da sua vida. Foi uma grande homenagem, mas foi um gol oportuno de um jogador que está iniciando carreira e que teve estes dois tropeços monumentais na sua vida recentemente. Após a partida, percorreu o gramado do Beira-Rio de joelhos para homenageá-los.




