
Foi o segundo ano consecutivo de crescimento, mas ainda há muito o que recuperar até voltar a alcançar os números anteriores à crise. O polo metalmecânico da região de Caxias do Sul, um dos principais do país, fechou 2018 com faturamento de R$ 15,2 bilhões, 16% acima do ano anterior, mas 38% abaixo da média do período de 2010 a 2014, da ordem de R$ 24,8 bilhões, em valores corrigidos.
Os números foram mostrados ontem pelo Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Caxias do Sul (Simecs), que engloba outros 16 municípios próximos.
Uma observação mais detalhada dos resultados também demonstra que a recuperação não foi homogênea entre os três setores industriais que integram a base da entidade. Enquanto o segmento automotivo avançou 20,6% e o metalmecânico, 12%, a indústria de material eletroeletrônico recuou 9,4%. Percentualmente, o maior crescimento foi nos negócios dentro do Estado. As vendas para outras regiões do país e as exportações subiram menos.
A atividade um pouco mais aquecida teve ainda reflexos no mercado de trabalho. As empresas ligadas ao Simecs terminaram 2018 com saldo positivo de 4 mil postos. A sequência negativa de mais demissões do que admissões foi quebrada em 2017, mas a diferença foi de apenas 61 postos. Assim como no faturamento, os números do emprego recuperam apenas uma parte do que foi perdido de 2014 a 2016 – cerca de 18,5 mil vagas.
– Acreditamos que, em três anos, poderemos voltar a ter cerca de 45 mil postos de trabalho e faturamento em torno de R$ 21 bilhões – diz o presidente do Simecs, Reomar Slaviero.
Por enquanto, a entidade não projeta quando será possível voltar aos patamares de receita do início da década.






