O vice-presidente Hamilton Mourão defendeu, nesta quarta-feira (27), o trabalho feito pela Polícia Federal (PF) na operação que mirou um esquema de corrupção no Rio de Janeiro, tendo como um dos alvos o governador do Estado, Wilson Witzel. Segundo Mourão, a PF tem independência e atua de forma autônoma. Portanto, no caso específico de Witzel, apenas "cumpriu o seu papel".
Mourão também reforçou uma postura já exposta pelo presidente Jair Bolsonaro, de que há incômodo por parte do presidente quanto às investigações que envolveriam seus familiares. Conforme Mourão, o chefe do Executivo sente "algum tipo de parcialidade" nas apurações.
— Os três filhos mais velhos dele são políticos e têm na figura do pai alguém como um farol para eles, que os conduz dentro da seara política. Você tem todo um grupo familiar envolvido na política. É óbvio que o presidente muitas vezes sente que está havendo algum tipo de parcialidade no tratamento que é dado a alguns integrantes da família dele e ele busca se contrapor a isso — disse, em entrevista ao programa Timeline, da Rádio Gaúcha.
O vice-presidente também falou sobre a reunião ministerial que teve o conteúdo divulgado a partir de decisão do ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal. Para Mourão, não ficou materializada prova sobre a acusação feita pelo ex-ministro Sergio Moro de interferência na Polícia Federal. O vice-presidente também criticou a forma como Moro deixou o governo, dizendo que não foi a maneira "mais apropriada".




