
Três pessoas foram presas em São Leopoldo, no Vale do Sinos, na manhã desta segunda-feira (4), suspeitas de extorquir clientes de um motel de Porto Alegre. Segundo a polícia, eles se passavam por detetives particulares e ameaçavam expor as vítimas.
Conforme o delegado Arthur Raldi, da 4ª Delegacia de Polícia de Porto Alegre, o grupo ficava dentro de um carro em frente ao motel, na zona norte da Capital, filmando os clientes que deixavam o local. Com os vídeos, os criminosos tinham acesso às placas dos automóveis e, a partir disso, buscavam os contatos pessoais dos clientes. O nome do motel não está sendo divulgado por razões de segurança, já que a denúncia partiu de uma representante do estabelecimento.
— Ainda temos que descobrir como exatamente eles conseguiam os contatos dos clientes, já que ali eles só têm acesso aos dados dos carros. Vamos interrogá-los a respeito e, se não nos informarem, pretendemos utilizar os celulares que foram apreendidos — afirma o delegado.
Os golpistas entravam em contato horas depois e diziam ser detetives particulares contratados para investigar a vida pessoal dos clientes. Para que a ida ao motel não fosse exposta, eles cobravam valores altos, acima dos R$ 5 mil. Ao menos oito pessoas foram alvos do esquema. No entanto, conforme Raldi, este número pode ser ainda maior.
Os três homens foram presos preventivamente e serão levados ao sistema prisional. A quadrilha tinha como base o município do Vale do Sinos.





