
O vereador Jerônimo Terra Rolim (PSDB), de Canela, registrou na tarde desta quinta-feira (27) uma ocorrência por ameaça contra o secretário municipal da Saúde, Vilmar da Silva Santos. O caso levado à Polícia, na versão do parlamentar, envolve uma tentativa de agressão na noite de quarta-feira (26) na Câmara de Vereadores. O secretário nega a acusação.
Embora pertença ao partido do vice-prefeito Gilberto Cezar (PSDB), Rolim está rompido com a administração municipal devido a discordâncias com o prefeito, Constantino Orsolin (PMDB). A situação levou o ex-líder do governo na Câmara a ser um ferrenho crítico da gestão do município. Durante a sessão da Câmara de Canela, o vereador fez um discurso inflado contra a prefeitura e fez cobranças inclusive relativas à área da saúde. Ele conta que, quando a sessão se encaminhava para o fim, por volta das 20h de quarta-feira, foi até o próprio gabinete, onde encontrou o secretário.
— No que fui tentar entrar na minha sala, ele já me empurrou para fora da sala e cerrou os punhos e tentou me agredir. O meu assessor separou, aí ele conseguiu se livrar do meu assessor e tentou de novo vir me agredir. Aí, outras pessoas seguraram ele. Ele tentou pela terceira vez me agredir, daí me trancaram em uma sala até conseguirem tirar ele de dentro da Câmara. Foi isso que aconteceu. Hoje, eu estou tentando buscar as câmeras de segurança e, infelizmente, por algum motivo, no dia de ontem por enquanto não foi registrado nada de filmagem.
A versão do secretário é diferente. Ele diz que foi até o gabinete do vereador apenas para conversar sobre as críticas feitas à administração municipal.
— Quando ele chegou ao gabinete, me viu ali e voltou para o corredor dizendo: "estou sendo agredido, estou sendo agredido". Mas, de fato, não encostei um dedo nele, não toquei nele, não fui com essa intenção lá, fui para conversar. Vi que não dava para conversar, peguei e fui para casa. Não tive nem a conversa que eu ia ter e muito menos a agressão que ele diz ter tido. Essa é a verdade dos fatos.
Com o registro da ocorrência, a Polícia Civil agora vai investigar o caso. O vereador indicou testemunhas.
A reportagem tentou contato com o presidente da Câmara de Canela, Marcelo Savi, por telefone por quatro vezes entre 15h e 17h10min, mas ele não atendeu as ligações.





