
Após analise do caixa eletrônico arrombado em Bento Gonçalves na manhã desta quinta-feira, o coordenador regional do Instituto-Geral de Perícias, Airton Kraemer, disse que os assaltantes usaram explosivos do mesmo tipo dos utilizados para quebrar rochas em pedreiras e para demolições.
– O modus operandi é sempre o mesmo que temos acompanhado nos últimos casos. Percebemos que as pessoas se especializaram neste tipo de delito. Uma explosão cirúrgica – ponderou o perito.
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Kraemer se refere ao fato de que foi usada a quantidade de explosivos necessária para arrombar o terminal e que não danificasse as cédulas.
Na cabine onde ficava o equipamento, foram recolhidas notas de diversos valores, num total de cerca de R$ 2 mil, e projéteis de diversos calibres, entre os quais de pistola 9 milímetros e outras de grosso calibre e uso restrito. Todo o material será remetido para análise.
Para acessar a cabine, foram arrombadas portas laterais. Ainda conforme o perito, os criminosos atiraram de fora para dentro nos vidros da cabine para intimidar os vigilantes que faziam a segurança do local.

Integrantes do 6º Batalhão de Comunicação do Exército, sediado em Bento, também fizeram levantamento no local em função do uso dos explosivos.


