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Meados dos anos 2000. Estava eu escalado para a cobertura de um treino do Caxias no Seminário Apostólico Nossa Senhora de Caravaggio, em Farroupilha. Era mais uma destas tardes de rigoroso inverno da Serra, com temperatura beirando 0ºC.Estava eu com um dos olhos voltado ao treino e o outro aos companheiros repórteres de rádio e ao saudoso Enio Costamilan, à época vice de futebol grená e um dos responsáveis por dar o impulso que faltava para Tite. Seu Enio sempre tinha histórias fantásticas para contar...
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O papo transcorria animado e assim foi até o fim do trabalho. Então, encerradas as entrevistas que tinha que fazer e me preparando para retornar ao jornal, eis que ouço, lá de longe, um chamado:
– Daniel! Parabéns pela matéria com o Delamore. Ficou muito boa e vejo isso como um crescimento na tua carreira.
Era Tite. Para situar: no dia anterior havia conversado com o então preparador físico Geraldo Delamore – sim, aquele time campeão gaúcho de 2000 também sobrava neste quesito. Repórter ainda não tão tarimbado, talvez aquele tenha sido o primeiro grande elogio que recebia de alguém pelo meu trabalho. Agradeci, embarquei no carro e voltei feliz da vida, sorriso de orelha a orelha, por ter escutado aquilo.
Esse é Adenor Leonardo Bachi. Que não está onde está por acaso e não cai de paraquedas no comando da Seleção Brasileira. Tite não é apenas um técnico, um profissional do futebol.
Tite é uma das pessoas mais polidas, honestas, trabalhadoras, humildes e respeitadoras com as quais convivi.E é disso, essencialmente, que a combalida Seleção precisa: recuperar o respeito. Como sempre foi. Assim será, não tenho dúvidas, com Tite.





