O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, advertiu nesta quarta-feira(26) que "um ataque contra a Polônia ou qualquer outro aliado" terá uma resposta "devastadora", durante uma visita a Varsóvia com o primeiro-ministro polonês, Donald Tusk.
A Polônia e os países bálticos vizinhos, todos membros da Otan, aumentaram seus gastos com defesa e intensificaram os treinamentos militares desde que a Rússia invadiu a Ucrânia em 2022, preocupados que Moscou pudesse empreender ações semelhantes contra eles.
Segundo o artigo 5 do tratado da Otan, um ataque contra qualquer membro da aliança é considerado um atentado contra todos os membros.
"Se alguém se equivocar, pensando que sairá ileso ao atacar a Polônia ou qualquer outro aliado, será confrontado por toda a força dessa poderosa aliança", alertou Rutte.
"Nossa reação será devastadora. Isso deve ficar bem claro para [o presidente russo] Vladimir Vladimirovich Putin e qualquer outro que queira nos atacar", declarou.
Rutte reforçou que "a Rússia é e continua sendo a ameaça mais significativa e séria à nossa Aliança".
Segundo ele, Moscou está transformando sua economia em "uma economia de guerra, o que terá um enorme impacto em sua capacidade de treinar suas forças armadas".
A visita de Rutte coincide com os esforços dos Estados Unidos para acabar com a guerra na Ucrânia, por meio de negociações sem a participação dos países europeus.
"Sejamos realistas, nossa influência nessas negociações é limitada, para dizer o mínimo", disse o primeiro-ministro polonês, Donald Tusk.
"Então, como Otan, como Polônia, precisamos estar mais do que preparados para cenários que ainda não havíamos considerado totalmente", disse ele.
"Quando a situação geopolítica muda diante de nossos olhos, [...] a confirmação de que a Otan é obrigada a defender a Polônia em qualquer situação crítica é muito importante para nós", acrescentou o líder polonês.
* AFP