
A escalada de tensões na região do estreito de Taiwan — faixa de mar que separa a China continental da ilha do Pacífico — foi classificada como "a situação mais sombria em 40 anos" pelo ministro da Defesa taiwanês, Chiu Kuo-cheng, durante discurso no parlamento. Já em entrevista ao China Times, nesta quarta-feira (6), Chiu afirmou que o gigante asiático já é capaz, mas estará completamente preparada para invadir o país em três anos.
— Em 2025, a China reduzirá o custo e o desgaste ao mínimo. Tem capacidade agora, mas não vai começar uma guerra facilmente, tendo que levar muitas outras coisas em consideração — disse.
China e Taiwan se separaram em meio a uma guerra civil em 1949. Hoje, têm extensos laços comerciais e de investimento, mas nenhuma relação oficial.
O impasse envolvendo os dois países é que, enquanto Pequim reivindica a ilha como parte do território chinês — que deve ser tomado à força, se necessário —, Taipé, a capital de Taiwan, defende a ideia de um país independente e diz que defenderá suas liberdades e democracia, culpando a China pelas tensões cada vez maiores nas frentes militar, diplomática e econômica.
Entre sexta (1º) e segunda-feira (4), cerca de 150 aviões militares chineses testaram o poder de reação de caças e sistemas da ilha ao se aproximarem da Zona de Identificação de Defesa Aérea — oficialmente espaço aéreo internacional, mas reivindicado por Taipé como área de segurança nacional.



