O presidente Donald Trump afirmou nesta quarta-feira (27) que a Rússia deve deixar a Venezuela depois de ter enviado no fim de semana aviões cargueiros transportando equipamentos militares.
—A Rússia deve partir — declarou Trump, ao receber na Casa Branca Fabiana Rosales, esposa de Juan Guaidó, chefe da oposição reconhecido por mais de 50 países como presidente interino da Venezuela.
A declaração de Trump coincide com a do secretário de Estado Mike Pompeo, que advertiu a seu colega russo, Sergei Lavrov, que "os Estados Unidos não permanecerão omissos se a Rússia continuar a exacerbar as tensões na Venezuela".
O vice-presidente americano Mike Pence, também presente no encontro com Fabiana, afirmou nesta quarta que a chegada de aviões militares russos à Venezuela é uma "provocação inoportuna" e pediu ao governo de Vladimir Putin que pare de apoiar o ditador Nicolás Maduro.
— Pedimos à Rússia que cesse todo apoio ao regime de Maduro — afirmou Pence.
O governo americano condenou os ataques ocorridos na terça em Caracas contra Guaidó. Pompeo disse que Washington está vigilante e garantiu que "estes atos de intimidação não poderão adiar o inevitável: o restabelecimento pacífico da democracia, a estabilidade e a prosperidade do povo da Venezuela".
— Estamos monitorando os informes desses e de outros atos de intimidação por parte das gangues armadas e ilegais de Nicolás Maduro conhecidas como os coletivos — disse Pompeo, em declaração divulgada na terça à noite.
A mulher de Guaidó, Fabiana Rosales, informou que a caravana em que seu marido viajava foi atacada ao sair da sessão da Assembleia Nacional venezuelana.
— É um ataque direto ao presidente — declarou Fabiana à imprensa.
Deputados e jornalistas também foram agredidos pelos partidários do chavismo, segundo congressistas e veículos da imprensa. Os veículos da caravana de Guaidó teriam sido agredidos com artefatos explosivos, pedras e golpes por parte de um grupo que não foi detido pelas forças de segurança.





