
A primeira-ministra britânica Theresa May sobreviveu a um voto de censura apresentado nesta quarta-feira (12) por deputados rebeldes de seu próprio partido. A chefe de governo conservadora obteve 200 votos a seu favor, enquanto outros 117 retiraram seu apoio.
A oposição interna do Partido Conservador queria tomar o poder e negociar os termos do Brexit diretamente com a União Europeia (UE).
— Estou firmemente determinada a terminar o trabalho. Quero voltar a unir o país — afirmou Theresa May em entrevista coletiva após o resultado.
O acordo do Brexit negociado com a União Europeia, defendido por May como o "melhor possível", enfrenta dura rejeição no Parlamento britânico. Caso não seja aprovado, outras moções de censura podem ser apresentadas para retirá-la do cargo.
Um mandato repleto de crises
May chegou ao poder após o referendo em junho de 2016, quando os britânicos votaram para deixar a União Europeia. O resultado das eleições levou à demissão do então primeiro-ministro conservador, David Cameron, de quem ela foi ministra do Interior por seis anos.
Apesar de ser eurocética, May era favorável à permanência na União Europeia. Entretanto, ela teve pouco envolvimento na campanha e insistiu na necessidade de limitar a imigração — tema favorito dos defensores do Brexit.
Apenas um ano depois de chegar a Downing Street, ela convocou eleições legislativas antecipadas destinadas a fortalecer sua posição. O resultado foi o oposto: ela perdeu a maioria absoluta e passou a depender do pequeno partido unionista da Irlanda do Norte, DUP, para conseguir governar.




