
Os sete dias da morte do estudante do curso de geologia da Unisinos Frederico Colnaghi de Almeida, 22 anos, foram marcados por uma missa e um protesto pedindo paz e segurança no entorno da universidade, em São Leopoldo.
Cerca de 200 pessoas, entre amigos, familiares e conhecidos de Frederico, vestiram camisetas pretas, encheram balões brancos e ergueram cartazes durante a manifestação, que contou com uma caminhada na Avenida Unisinos e nas dependências da instituição.
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Os pais de Frederico participaram das atividades em memória do filho, mas não quiseram falar sobre o caso.
- É muito triste, mas também me conforta um pouco porque o números de pessoas que vieram me comove. Ele era uma pessoa muito boa. Conquistou um mar de amigos - diz Andrio Andara, 22 anos, estudante de engenharia civil, um dos melhores amigos de Frederico.
- A gente tinha o Fred no coração, ele era um cara especial, não fazia mal a ninguém. E essa manifestação honra os amigos que tiveram o privilégio de conhecer ele - acrescenta Rafael Ribeiro da Silva, 29 anos, estudante de geologia, colega do rapaz.
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Frederico Colnaghi de Almeida tinha 22 anos. Crédito: Arquivo Pessoal

Entenda o caso
O estudante de geologia foi morto na quinta-feira da semana passada quando se preparava para entrar no carro depois de sair de um bar na Rua Padre Luiz Gonzaga, no Bairro Cristo Rei, em São Leopoldo.
Frederico de Almeida foi atingido por três reis no tórax. Ele foi socorrido pelo Samu, mas não resistiu e morreu no Hospital Centenário.
Três jovens foram presos um dia depois do crime, na sexta-feira. Eles foram apontados como os suspeitos da morte de Frederico. Segundo o delegado Heliomar Franco, também foram recuperados o carro roubado do estudante, um Onyx, e o veículo utilizado no latrocínio, além da arma do crime.

*Zero Hora




