
O governador José Ivo Sartori e o ministro da Integração Nacional, Gilberto Occhi, se reuniram com secretários estaduais e representantes da Defesa Civil no final da tarde desta quinta-feira, no Palácio Piratini, para tratar das ações de apoio aos municípios atingidos pela chuva no Rio Grande do Sul. Ao final do encontro, Occhi garantiu ajuda às cidades atingidas, citando "ações de reconstrução de moradias e, eventualmente, de pontes afetadas". Mas não apontou valores de repasses.
- Não temos estimativa de recursos, pois as ocorrências dos fatos ainda estão em andamento. Os levantamentos estão sendo pela Defesa Civil, e as respostas serão em função do dano causado - disse o ministro.
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Occhi disse que, a partir do decreto e do reconhecimento das situações de emergência dos municípios, os trabalhadores vão poder acessar parte dos depósitos do seu FGTS, e garantiu o envio de cestas básicas, água potável, kits de dormitório, produtos de higiene e limpeza. O governo deve deflagrar nesta sexta-feira as empresas fornecedoras dos itens, que terão até sete dias para fazer a entrega, segundo o ministro.
Quando questionado sobre a atraso de repasses decretados em enchentes anteriores, o ministro disse que todos esses recursos estão sendo liberados, integrando um "processo que já está em andamento", e salientou que, de acordo com medida provisória assinada pela presidente Dilma Rousseff, não há contingenciamento para a defesa civil.
No começo da coletiva, o governador Sartori pediu que a população seja solidária com os necessitados e destacou que: "ao contrário do que se diz dos gaúchos, não somos orgulhosos e aceitamos ajuda". Ele não respondeu a perguntas.
O último balanço da Defesa Civil aponta que 44 cidades gaúchas foram afetadas - cinco delas já decretaram emergência - e mais de 5 mil pessoas foram desalojadas, das quais 888 estão em abrigos provisórios organizados pelas prefeituras.
Técnicos do Ministério ajudam nos levantamentos
Dois técnicos do Ministério da Integração permanecem no Estado para identificar os danos causados pelas chuvas e enquadrá-los no que demandará reconstrução, restabelecimento e obra de prevenção.
- Os levantamentos (das necessidades) estão sendo feito por municípios e Defesa Civil estadual, sendo acompanhados por uma equipe do ministério. Dessa forma, tão logo vá a solicitação para Brasília, já teremos o parecer do técnico que está aqui - afirma.
Não houve condições técnicas de voo para que o ministro sobrevoasse as regiões atingidas, como planejado, segundo o tenente-coronel Alexandre Martins, chefe da Defesa Civil no Estado. Occhi chegou por volta das 17h em Porto Alegre e retornou a Brasília às 19h.
Veja como foi a cobertura em tempo real do encontro:


