
Janeiro costuma concentrar os reajustes das mensalidades escolares. Então, quase sempre ficam entre as principais pressões da inflação. Foi o que apontou a pesquisa de inflação divulgada nesta quinta-feira pela Fundação Getúlio Vargas. Em Porto Alegre, janeiro fechou com um alta média de 10,59% no item "Cursos Formais." Quase 60% acima da inflação da Capital gaúcha ao longo de 2016. As informações são do blog Acerto de Contas, da Rádio Gaúcha.
Reajustes em janeiro:
Creches (até 3 anos de idade) +12,31%
Pré-escola (4 e 5 anos) +12,07%
Ensino Fundamental +11,29%
Ensino Médio +11,03%
Ensino Superior +9,85%
Pós-graduação +8,94%
Um reajuste bem acima da inflação já tinha sido projetado em pesquisa do Sindicato do Ensino Privado do Rio Grande do Sul: mensalidades escolares subirão 50% mais que a inflação no Rio Grande do Sul. Pressionado, principalmente, pelo aumento do gasto com pessoal, que representa em média 70% do orçamento das escolas.
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Coordenador nacional da pesquisa de preços da Fundação Getúlio Vargas, André Braz faz ainda uma outra observação:
- Com o desemprego, muitas famílias foram para escolas públicas. No entanto, quem permaneceu no ensino privado terá que arcar com os custos e com a inadimplência. As despesas agora são divididas por menos alunos, provocando aumentos mais fortes nas mensalidades.
Ou seja, na prática, é como o condomínio de onde moramos. Se alguns moradores saem ou ficam inadimplentes com o pagamento mensal, os vizinhos precisam ratear os custos, que não são eliminados ou reduzidos – nem de perto – na mesma proporção.
Aliás, vale relembrar isso: escola pede livros didáticos caros e troca com frequência? Saiba onde reclamar.


