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Sexta-feira de ofertas
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Manhã de Black Friday tem pouca movimentação no centro de Porto Alegre

São esperados descontos médios de até 30%, de acordo com projeção do Sindilojas da Capital. Expectativa é que lojistas estendam promoções ao sábado

Lisielle Zanchettin

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Uma das datas mais esperadas do ano no comércio, a Black Friday ocorre nesta sexta-feira (29). Pela manhã, lojistas do Centro Histórico de Porto Alegre aguardavam pelos consumidores, mas a movimentação ainda era pequena.

O Sindilojas de Porto Alegre projeta descontos de até 30%, em média, nos itens do comércio. A estimativa é de que o tíquete médio de compras seja maior este ano, em R$ 1.361,00. O valor é quase 10% superior à média projetada para a data no ano passado. 

Na Rua Doutor Flores, as lojas de eletrodomésticos apostavam em decorações e anúncios em caixas de som. Segundo o vendedor Marcelo Henrique, o destaque é para os celulares. 

— O pessoal entra, olha as promoções, procura um pouco, mas volta para comprar. No começo é meio parado, mas vai melhorar — comentou o vendedor animado.

Na Rua Voluntários da Pátria, a vendedora Inajara Goulart observava atenta a movimentação do centro. No entanto, a procura por calçados, foco da loja em que ela trabalha, não aumentou.

— Esperávamos uma procura maior. Estamos com promoções, mas esse mês de novembro foi difícil. Eu e meu colega ainda não conseguimos alcançar a meta. Mas esperamos que sábado melhore — comentou.

Apesar de a tradição da Black Friday, importada nos últimos anos do comércio dos Estados Unidos, focar na última sexta-feira de novembro — após o Dia de Ação de Graças, principal feriado norte-americano — em Porto Alegre, há expectativa de que as promoções sejam mantidas pelo menos até sábado (30), pegando a janela de pagamento da primeira parcela do 13º salário.

Duda Fortes / Agencia RBS
As amigas Kênia e Jéssica garantiram presentes de Natal.

Pela rua movimentada, as amigas Kênia Silveira, 34 anos, e Jéssica Guimarães, 33, buscavam por promoções. Na sacolas, roupas e brinquedos garantidos para o Natal.

— Viemos para comprar presentes de Natal e conseguimos bons preços. Compensou a caminhada, mas tem que ter paciência. Um brinquedo de R$ 200 saiu por R$ 110 no atacado em que fomos. O negócio é procurar — disse Kênia. 

A projeção da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do RS (FCDL-RS) é de que a data injete R$ 780 milhões na economia do Estado, considerando vendas físicas e online.

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